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Sipam apresenta experimento Guajará em projeto inédito para os rios da Amazônia

Os rios poderão ser monitorados sobre crescimento e migração de bancos de areia. O objetivo é facilitar a navegação de embarcações na região

Censipam/PA - Navegar pelos rios da Amazônia requer atenção redobrada dos comandantes, especialmente, no período da vazante quando aparecem com frequência os bancos de areia. A formação e dinâmica de bancos de areia se constitui em um dos maiores problemas enfrentados pelos órgãos de apoio à navegação fluvial e às embarcações que trafegam na região.

Então, com o objetivo levantar informações em área de difícil acesso que ajudem a entender a dinâmica dos canais de navegação do Rio Amazonas, para torná-lo mais seguro e eficaz, foi finalizado no último dia 05 de maio, em Belém, o experimento 'Guajará' parte do Projeto Aquaviário, coordenado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

O diretor de produtos do Censipam, Péricles Riograndense Cardim, enfatizou que os rios da Amazônia apresentam elevada dinâmica de sedimentação devido ao regime de cheias e vazantes, e que estes sedimentos, se depositam em determinados trechos, e com isso acarretando a formação dos bancos de areia.

"Os bancos de areia comprometem a navegação colocando em risco vidas humanas, a economia e o meio ambiente. E o projeto Aquaviário vem, justamente, para ampliar a segurança da navegação." 
Péricles Rio Grandense Cardim, diretor de produtos do Censipam

Fábio Simão, gerente regional do Censipam no Pará, destacou a relevância do projeto além da pesquisa.

"O projeto aquaviário vai além da pesquisa, ele se reflete em algo mais concreto, trata da segurança nos rios da Amazônia. O entendimento da dinâmica dos bancos de areia nos rios da região é fundamental para a circulação das embarcações com maior segurança." 
Fábio Simão, gerente regional do Censipam no Pará

A Marinha do Brasil através do Comando do 4º Distrito Naval que realiza levantamentos e sinalização náutica da Amazônia Oriental, disponibilizou um de seus navios, o Aviso Hidroceanográfico Fluvial "Rio Xingu", que serviu como plataforma de coleta de dados hidrográficos, maregráficos, meteorológicos e de apoio ao embarque dos pesquisadores, além de pessoal técnico para execução dessas atividades.

Os trabalhos também receberam o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), por meio de sobrevoos de reconhecimento aéreo com sensor SAR da aeronave R-99 do 2°/6°GAv (Segundo Esquadrão do 6º Grupo de Aviação) nos horários de maior amplitude de maré utilizando sistema de radar banda X e L.

Para a professora Dra. Brigida Rocha, idealizadora do projeto, o momento é de satisfação, pois para ela, a apresentação do experimento 'Guajará' é parte da informação para a sociedade do que a pesquisa pode oferecer.

"Somos servidores públicos e como tais, temos a responsabilidade de informar para a sociedade o que estamos fazendo" 
Dra. Brigida Rocha, professora

O projeto trabalha em parceria com o Centro de Levantamento e Sinalização Náutica da Amazônia Oriental (CLSAOR/Marinha do Brasil), Força Aérea Brasileira (FAB), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Estadual do Pará (UEPA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Link para Apresentação aqui