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Seminário reúne especialistas brasileiros e estrangeiros em Manaus

Palestras de cientistas estrangeiros e exposição de banners marcam evento sobre monitoramento na Amazônia

Por Comandante Cléber Ribeiro/MD

Palestras de cientistas estrangeiros e exposição de banners marcam evento sobre monitoramento na Amazônia

Palestras de cientistas estrangeiros e exposição de banners marcam evento sobre monitoramento na Amazônia

Manaus, 27/09/2018 – O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado ao Ministério da Defesa (MD), realizou, no auditório do Bosque da Ciência, no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), o 3º Seminário de Monitoramento Integrado com Radar Orbital 2018. O objetivo do evento foi divulgar os resultados do Projeto Amazônia SAR e discutir a produção científica sobre sensoriamento remoto no Brasil e no mundo. Durante todo o dia, além das apresentações orais, sobretudo, com a participação de palestrantes de instituições, universidades e empresas estrangeiras, também ocorreu exposição de banners para divulgação de trabalhos desenvolvidos sobre o tema.

O diretor geral do Censipam, Rogério Guedes Soares, destacou a importância de receber convidados de outros países, como a Agência de Informação Geoespacial dos Estados Unidos (NGA), a Agência Espacial Italiana, o Centro Espacial Alemão (DLR), a Cesbio, da França, a Tokio Denki University, do Japão, e a Sociedade de Especialistas Latino-Americano (Selper), da Argentina. Também enviaram representante a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Universidade do Estado do Pará (Uepa), o Instituto de Pesquisa da Petrobras, a Empresa Brasileira Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), além de instituições não governamentais, como a Imazon e o Isa, que apresentaram novas experiências na aplicação do radar de abertura sintética.

O evento contou ainda com a participação de startups internacionais, como a Sarmap e a Capella Space, que desenvolvem uma nova geração de constelações de satélites, menores e mais baratos."Um evento com como este nivela o Brasil com países de maior desenvolvimento tecnológico e dá oportunidade para que os pesquisadores brasileiros apresentem os seus trabalhos e mostrem a capacidade brasileira para a comunidade científica internacional", disse o diretor.

No decorrer da quinta-feira (27), foram realizadas palestras de instituições nacionais e internacionais, com destaque para as apresentações de especialistas oriundos dos Estados Unidos, Suíça e Argentina.

A coordenadora-geral de operações do Censipam, Edileuza de Melo Nogueira, explicou que o seminário foi dividido em duas partes, uma oral e outra composta por apresentação de posters. As apresentações orais foram feitas por palestrantes de instituições, universidades e empresas ligadas a área de sensoriamento. A apresentação em posters destacou, por meio de uma exposição composta por banners, a demonstração dos quatro trabalhos inscritos e selecionados para o evento, além de outros trabalhos componentes de Projetos de Pesquisa ligados ao Censipam com o CNPq.

O tenente Douglas Damião de Carvalho Honório, do Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA), teve o seu trabalho selecionado para exposição. O oficial explicou que a sua pesquisa faz parte do tema “detecção de mudanças” e busca contribuir para a identificação de superfície, cujos dados podem ser utilizados na busca e salvamento, no tocante a identificação de navios. Honório se disse gratificado por ter o seu trabalho selecionado e poder representar o Instituto no evento.

“O pesquisador militar vai além do que está pronto e pode apoiar a decisão com a produção de conhecimento”, enfatizou o tenente Honório.

Ao encerrar o evento, Rogério Guedes se disse satisfeito com o resultado alcançado pelo seminário. Ele destacou a participação da equipe do Censipam, de Brasília e dos outros centros subordinados, e o engajamento da comunidade científica ligada ao tema.

O diretor ressaltou que o seminário, assim como todo o projeto Amazônia SAR, é desenvolvido com recursos doados pelo Fundo Amazônia, que é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Bndes.

Ao todo serão realizados cinco seminários. Já foram realizados dois em Brasília e este em Manaus. E estão previstos mais dois, um em Porto Velho, em 2019, e outro em Belém, em 2020.