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Temperaturas elevadas em grande parte da Amazônia

{mosimage} O boletim climático trimestral (junho, julho e agosto), realizado pelos meteorologistas dos Centros Regionais do Sistema de Proteção da Amazônia, prevê para a Amazônia chuvas irregulares no Amazonas e temperaturas elevadas no Pará, Mato Grosso e Acre. Segundo os profissionais, as análises de dados e prognósticos de modelos numéricos para a Temperatura da Superfície do Mar (TSM) e as águas superficiais na região do oceano Pacífico equatorial (área de monitoramento do EL Niño) tenderão progressivamente, nos próximos meses, para um padrão de resfriamento, no entanto, estas condições ainda não deverão influenciar o clima.

A previsão é de que o volume de chuva para o trimestre, no Amazonas, ocorra dentro da normalidade, entre os intervalos de 83 – 118 mm no mês de junho, 32 – 92 mm no mês de julho e 39 – 64 mm no mês de agosto.

“Neste período, que chamamos de estiagem, há predomínio de sol na maior parte do dia, no entanto, pancadas de chuva rápidas e de maneira isolada, não são descartadas. Com a redução da nebulosidade durante o período, a energia do sol atinge diretamente a superfície terrestre, assim a temperatura tende apresenta-se acima da média”, informou a meteorologista do Centro Regional de Manaus, Ana Cleide Bezerra.

“Nos estados do Amazonas, especialmente na parte norte do estado abrangendo a calha do Rio Negro, e em Roraima a distribuição da chuva deverá ocorrer de maneira irregular, com pontos isolados de chuva acima da média. As condições do oceano Atlântico Tropical Norte deverão influenciar diretamente o clima nos estados, já que é esperado o aumento da temperatura do mar, favorecendo um maior transporte de umidade da Zona de Convergência Intertropical para dentro do continente gerando acumulados significativos de chuva”, afirmou a meteorologista.

Já no sul da Amazônia, eventos fortes de Friagens podem ocorrer durante o período, no entanto, no Amazonas esses eventos atingem apenas o setor centro-sul e sudeste do estado, sobre os municípios de Boca do Acre, Lábrea, Humaitá, Ipixuna e Eirupené. Segundo Ana, destaca-se também a estação seca no sul da Amazônia, onde deverá ocorrer predomínio da massa de ar seco, dificultando a formação de nebulosidade, favorecendo grande aumento de temperatura e a umidade relativa do ar podendo atingir valores abaixo de 30%, principalmente, nos estados de Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, sul do Pará e Maranhão.

Segundo o meteorologista do Centro Regional de Belém, Márcio Lopes, na Amazônia Oriental espera-se um trimestre com temperaturas bastante elevadas na maior parte da região, onde as máximas deverão ultrapassar cerca de 2ºC as médias históricas. Já com relação à ocorrência de chuvas, os volumes acumulados no período ficarão ligeiramente acima do normal na região da Calha Norte do estado do Pará e Centro-Norte do Amapá. “O clima em parte do nordeste paraense, incluindo a região metropolitana de Belém e na calha do baixo Amazonas, ocasionando chuvas irregulares, ou seja, pontos com precipitação acima do normal e, ao lado, ocorrência de chuva abaixo da média. A formação de linhas de nebulosidade na costa em decorrência da brisa marítima será responsável por tal variabilidade espacial, além de chuvas mais intensas, porém, de forma eventual”, explicou Márcio Lopes. Segundo ele, as chuvas abaixo do normal são esperadas apenas na faixa litorânea que vai do Maranhão ao Pará até encontrar a porção norte da ilha do Marajó. Nas demais áreas do Leste da Amazônia, o padrão será de normalidade, o que representa baixo volume de chuvas no período.

Já no Mato Grosso o calor será mais intenso do que o normal na maior parte do estado e as chuvas ficarão abaixo da média no oeste e noroeste. Somente a baixada cuiabana, o pantanal e o oeste terão temperaturas dentro da média, já que são mais suscetíveis à entrada de frentes frias.

O calor também será mais intenso do que o normal na maior parte de Rondônia, somente o Vale do Guaporé e o Cone Sul deverão ficar mais frescos. Já as chuvas ficarão abaixo da média em todo o estado. Por isso, boa parte dos rondonienses devem estar preparados para enfrentar um verão amazônico mais seco e quente do que estão acostumados. No Acre, o calor será mais intenso do que o normal na maior parte do estado e somente o sul acriano deverá ficar mais fresco, devido à entrada de friagens. Já as chuvas ficarão abaixo da média na porção oeste do estado.


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