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Sipam participa do Projeto Chuva

Belém (06/06/2011) - Na última quarta-feira (1) teve início em Belém o experimento denominado Projeto Chuva, que tem como objetivo de coletar dados meteorológicos através de sensores, incluindo um radar banda X-POL, instalados em locais estratégicos.

O Centro Regional do Sipam em Belém será o centro de controle de todo o experimento e realizará atividades diárias durante todo mês de junho, inclusive sábados e domingos, além da disponibilização de veículo e computadores para apoio aos técnicos envolvidos.

O projeto, que conta com a participação de diversas instituições, pretende estudar o regime de precipitação no litoral brasileiro e suas implicações na Amazônia. Durante o período da campanha científica será testado um Sistema de Observação de Tempo Severo – SOTS, para a emissão de alertas e avisos meteorológicos, além da realização do curso - Processos Físicos das Nuvens -, ministrados aos participantes do Projeto e alunos de graduação e pós-graduação da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Outro curso a ser ministrado durante o período é "Sensoriamento remoto e modelagem dos processos de nuvem", cuja programação completa encontra-se no endereço: http://chuvaproject.cptec.inpe.br/portal/br/, para o curso e durante as atividades de coleta é necessário que os participantes falem inglês.

O Projeto Chuva está sob a coordenação geral do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

O foco principal da pesquisa são as linhas de instabilidades que se formam na região costeira do continente, dando origem a grandes aglomerados de nuvens Cumulo-nimbus. Nesta época do ano, esses aglomerados penetram no interior da Amazônia, provocando chuvas intensas. Essas chuvas são fundamentais ao clima da floresta amazônica. Por outro lado, elas também provocam enchentes e prejuízos às cidades e metrópoles da região.

Para acompanhar os sistemas meteorológicos será utilizado durante a campanha um dos mais avançados radares meteorológicos do mundo, já instalado na UFPA, com capacidade de discriminar diferentes tipos de precipitação e partículas no interior das nuvens. A expectativa é de que as medidas tragam dados e informações que ajudem a conhecer melhor a estrutura das linhas de instabilidades. Os dados também poderão ser aplicados em áreas de pesquisa de mudanças climáticas e em análises dos efeitos dos aerossóis (partículas suspensas na atmosfera) na formação de nuvens de chuva.

Espera-se, com o experimento, um avanço no detalhamento dos processos físicos associados às nuvens de tempestade, que evoluem em escala de alguns quilômetros, que ainda não são totalmente conhecidos e há pouca precisão na sua descrição pelos modelos numéricos, resultando numa melhoria dos modelos de previsão e estimativa de chuva.

Em Belém, além do Sipam e da UFPA, também participam do projeto o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo (DTCEA), a Secretaria do Meio Ambiente do Pará (SEMA) e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O CPTEC/INPE está à frente também de duas áreas de abrangência da pesquisa, que conta ainda com a liderança de pesquisadores da USP e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/ DCTA). A Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Ministério da Ciência e Tecnologia também apóiam o Projeto Chuva.


Texto: Paulo Cruz
Fotos: arquivo Sipam

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