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Sipam localiza mais uma pista de pouso clandestina

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Brasília (17/08/2011) -
A Aeronáutica e o Exército bombardearam uma pista de pouso clandestina. Localizada a partir de uma imagem de satélite do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), foi a segunda instalação identificada e destruída pela Operação Ágata, iniciada em 5 de agosto. O aeródromo, de 800 metros de comprimento, localizado a sete quilômetros da fronteira, não estava mais em uso, mas poderia ser recuperada. As ações objetivam combater o tráfico de drogas, o contrabando e descaminho de armas e munições, a extração ilegal de minerais e madeiras, o tráfico de animais silvestres e biopirataria na fronteira com a Colômbia.

"Identificamos outras possíveis feições que poderiam ser pistas de pouso clandestinas, mas após as vistorias do Exército no local isso foi descartado. Foi o caso, por exemplo, de uma arruamento aberto no interior de uma comunidade indigena", ressaltou o analista do Centro Regional do Sipam, em Manaus, Marcos Brainer, que está em Tabatinga. A operação localizou garimpo ilegal, notificou estrangeiros irregulares, fiscalizou serrarias, apreendeu madeira beneficiada irregularmente e ainda realizou procedimentos médicos para comunidades próximas à fronteira.
 
Para o general-de-brigada e comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, Pedro Antônio Fioravante Silvestre Neto, o balanço da operação até o momento é muito positivo. “O apoio tecnológico do Sipam ajuda na identificação de ilícitos de forma rápida. Além disso, o trabalho integrado e coordenado com diversos órgãos como as Forças Armadas, Sipam, Polícia Federal, Ibama, Receita Federal, garante o sucesso da Operação”, argumentou.

Segundo o gerente do Centro Regional do Sipam em Manaus, Bruno Monteiro, o órgão está ajudando na Operação com seu sistema de comunicação (antenas de comunicação via satélite e maletas radiotransmissão), além de sensoriamento remoto, previsão meteorológica e ainda há analistas de campo, para interpretar as imagens de satélite e operar o sistema tecnológico do Sipam.

A Operação Ágata faz parte do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), lançado pela Presidenta Dilma Rousseff, em 8 de junho. Dos 16 mil quilômetros da linha limítrofe, 9,5 mil são permeados por rios que nascem nos países vizinhos e descem em direção ao território nacional, servindo como rotas de atuação do crime organizado. Para enfrentar o problema, os ministérios da Defesa e da Justiça definiram 34 pontos de vulnerabilidade, que serão cobertos pelas Forças Armadas em sucessivas edições da Operação Ágata.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
(61) 3312 4070