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Sipam integrará Sistema de Alerta de Desastres Naturais

{mosimage}Brasília (20/04/11) - O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) integrará o Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais (SNAPDN), que foi criado por determinação da presidenta da Repúbica, Dilma Rousseff. O convite foi feito na última segunda-feira (18) durante uma visita do secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Carlos Nobre, no Centro Regional de Belém. O Sistema vai cruzar dados meteorológicos e geofísicos, possibilitando a retirada com antecedência das pessoas em áreas de risco. No entanto, a primeira versão do sistema deve ser lançada oficialmente em novembro de 2011, diz Nobre. O objetivo é evitar calamidades naturais como a ocorrida em Teresópolis no Rio de Janeiro.

Na oportunidade, o secretário conheceu o trabalho do Sipam na área de meteorologia e dos projetos especiais referentes à inundação e alagamento em áreas urbanas das cidades de Belém e Marabá, desenvolvidos pelos analistas do Centro Regional de Belém, Flávio Altieri e Jamer Costa. Ainda de forma experimental, o trabalho desenvolvido por Altieri analisa as condições altimétricas (marcação do nível de altitude) do terreno, dados de vazão dos canais e a estimativa da intensidade de chuva detectada pelo radar meteorológico do Sipam. Isso permite, após o processamento dos dados, prever com antecedência as áreas urbanas que serão inundadas, ou alagadas.

Jamer Costa desenvolveu um sistema de alerta de enchente aplicado aos Planos de Defesa Civil em Áreas de Risco. O projeto consiste na espacialização das informações, geradas pelo modelo de previsão hidrológica do Sipam, aplicado para o rio Tocantins, na cidade de Marabá. O sistema permite a entrada dos níveis dos rios em pontos pré-definidos, para gerar automaticamente um mapa de previsão das áreas que serão atingidas pela cheia com até 4 dias de antecedência. Além de produzir um relatório com as informações dos imóveis potencialmente afetados, a aplicação também inclui a utilização de mensagens enviadas através de SMS aos moradores dos lotes nos quais poderão ser atingidos.

Texto: Leonice Leal
Fotos: arquivo Sipam
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
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