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Sipam emite alerta de desmatamento a duas UCEs do Amazonas

{mosimage}O relatório 2007/2008 do desmatamento nas Unidades de Conservação do Estado do Amazonas foi divulgados esta semana, em Manaus, durante a apresentação do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProAE), na sede do Centro Regional do Sipam.

De acordo com o coordenador do programa no órgão, Moacir Campos, foram analisados os dados de 34 Unidades de Conservação Estaduais (UCEs). "O trabalho que apresentamos é fruto da análise de imagens de satélite e de Radar das aeronaves R99B nas 34 UCEs criadas até 2007. Fizemos um trabalho como se todo o desmatamento tivesse início em 2007, nosso marco zero. Para 2008 fizemos um acréscimo de tudo que foi desmatado nesse um ano".

A área total analisada foi de 16.420.669,09 hectares. Desse total, 190.725,93 hectares foram desmatados, ou seja, 1,1% de alteração. "Pode até parecer pouco o que foi desmatado, mas se levarmos em consideração que algumas dessas Unidades de Conservação se enquadram no grupo de Proteção Integral, que não podem sofrer nenhum tipo de alteração, percebemos que é muito. Por esse motivo hoje estamos emitindo alertas a duas Unidades que detectamos com uso acima do permitido", informou Solange Costa, gerente substituta do órgão.

Segundo o Gerente do Sipam em Manaus, Bruno Monteiro, as UCEs que receberam o alerta de desmatamento foram a Área de Proteção Ambiental (APA) Caverna do Maroaga, localizada no município de Presidente Figueiredo, e o Parque Estadual (PAREST) Nhamundá, situado no município de Nhamundá. "Os alertas foram emitidos porque foi percebido um aumento crescente de desmatamento nessas duas UCEs. Na APA Caverna do Maroaga, por exemplo, até 2008 foi registrado um aumento de 8,8%, já a PAREST Nhamundá é uma Unidade de Proteção Integral, só poderia ser utilizada para pesquisas cientificas, mas não é isso que constatamos".

Bruno Monteiro informou ainda que os serviços de emissão de alerta devem ser contínuos a partir de agora. "Como nossas análises serão frequentes e regulares, quando os nossos analistas perceberem que nessas Áreas Especiais de estudo estão crescendo as partes desmatadas, emitiremos alertas às autoridades de meio ambiente da localidade. Com isso, esperamos minimizar quaisquer tipos de danos a essas áreas, que devem ser preservadas", informou.

O Programa de Monitoramento de Áreas Especias (ProAE) tem como objetivo desenvolver ações de monitoramento nas Unidades de Conservação Estaduais e Federais (UCs) e Terras Indígenas (TIs). Com o programa, serão monitoradas as Áreas Especiais dentro da área de abrangência do Sipam em Manaus, que são os estados do Amazonas e Roraima. Com a identificação desses desmatamentos, serão gerados relatórios contendo estimativas de áreas antropizadas, incluindo o fornecimento de dados georreferenciados para o planejamento das operações dos órgãos parceiros em suas ações fiscalizatórias.

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