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Sipam elabora a rede de processamento de imagens da Amazônia

A Rede de Processamento de Imagens e Informações Geográficas (Repig) deverá iniciar suas operações em 2009. O tema foi discutido hoje em Brasília em reunião da diretoria do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) com representantes dos nove Estados da Amazônia Legal. A Repig será uma rede de tratamento de imagens e informações geográficas e de intercâmbio de dados que tem a integração e a parceria como base de seus trabalhos. Todos os participantes do projeto alimentarão a rede com informações, o que criará bases de dados altamente precisas e atualizadas de conhecimentos georreferenciados da Amazônia Legal.

O Censipam funcionará como catalisador dessa nova teia de informações, em uma rede de intercâmbio de dados e de competências entre as unidades federativas, mas sem centralização de recursos materiais ou humanos. O Diretor-Geral do Censipam, Marcelo Lopes, explica que a meta é criar bases de dados georreferenciados bastante organizadas e em forma de fácil consulta, envolvendo diversas camadas de conhecimento. Essas camadas de conhecimento envolverão temas como infra-estrutura, saúde e educação, entre outros.
 
Uma meta estabelecida é a de que, ao acessar os aplicativos da Repig, o usuário possa facilmente visualizar mapas com informações diversas como a distribuição de redes de energia elétrica, infovias rodovias, hidrovias, escolas e postos de saúde por toda a Amazônia. Com isso será mais fácil planejar investimentos e desenvolver políticas públicas estaduais e federais que promovam o desenvolvimento sustentável e a proteção regional. Conforme explica Lopes, as informações estarão disponíveis para consulta por meio da internet.

Uma parcela dos dados que integrará as bases da Repig já está disponível, mas de forma dispersa, seja em bases de dados estaduais ou mesmo do Censipam. O primeiro desafio da Repig, portanto, é agrupar e sistematizar todo esse conhecimento, tornando-o disponível para consultas consolidadas. Paralelamente, os dirigentes da Repig vão identificar qual tipo de novas informações devem ser obtidas para fortalecer ainda mais o banco de dados. A combinação dessas duas estratégias evitará a duplicação de esforços de coleta de dados e a produção de maior quantidade e qualidade de informações. O conteúdo da Repig será definido pelo Comitê Gestor da rede, no qual estarão presentes autoridades de todos os Estados participantes e do Censipam.

Os governos do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins enviaram representantes para a reunião que discutiu nesta quarta-feira a criação da Repig. A partir de agora, falta pouco para que a rede entre em funcionamento. Até novembro o Censipam assinará os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com os governos estaduais, formalizando a parceria rumo à construção da Repig e permitindo que os primeiros produtos da nova rede de processamento de imagens e informações geográficas estejam disponíveis no primeiro semestre de 2009.

Ascom/Sipam