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Sipam e Funai discutem atuação em conjunto na Amazônia

A possibilidade de ampliar a parceria entre as instituições foi destaque da reunião.

A presença do Estado na Amazônia se fortalece com a atuação integrada de instituições públicas federais, estaduais e municipais. Nesse sentido, o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) discutiram na última sexta-feira (12), na sede do Sipam, em Brasília, a possibilidade de ampliação da parceria entre as instituições.

Na abertura da reunião o diretor-geral do Sipam, Marcelo Lopes, falou sobre o processo de reestruturação institucional e da definição de prioridades com foco de atuação nas áreas de inteligência, proteção ambiental, sensoriamento remoto, banco de dados e infra-estrutura de TIC. Lopes destacou que o encontro com os representantes da Funai faz parte de um conjunto de ações para reforço dos laços de integração institucional com os órgãos parceiros que atuam na região amazônica. "Sem dúvida a Funai é importante nesse processo pela abrangência do trabalho realizado na região, por isso é necessário ampliarmos a parceria nas mais variadas áreas", disse o diretor.

O Presidente da Funai, Márcio Meira,  enfatizou que o órgão passa por um processo de retomada e valorização da instituição e citou a contratação de funcionários. Segundo ele, a Funai é responsável pela articulação de diferentes agentes públicos  para ampliação de ações nas áreas de saúde, educação e principalmente garantia de terras protegidas para a população indígena brasileira, que é de aproximadamente 1 milhão de pessoas. “Garantir os direitos desses povos é o nosso grande desafio”, ressaltou Meira.

Já o diretor de produtos do Sipam, Wougran Galvão, fez uma apresentação detalhada do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProAE), que foi implantado em 2005 e anualmente divulga informações sobre desmatamento em terras indígenas e Unidades de Conservação (UC's). Por se tratar de uma apresentação para representantes do órgão responsável pela proteção das terras indígenas, o diretor apresentou os dados sobre desmatamento nessas aéreas gerado pelo programa desde 2005.

O ProAE diferencia-se pela facilidade de acesso as informações e foi desenvolvido para que essas informações possam ser acessadas em computadores comuns o que facilita o trabalho dos responsáveis  pela preservação das áreas especiais da Amazônia. Em seguida Marcus Bernardini, coordenador-geral de manutenção do Sipam fez um mapeamento das 144 Vsats do Sipam instaladas em áreas indígenas e falou sobre as dificuldades para a realização das missões de manutenção nessas localidades.

A próxima etapa será a realização de reuniões para discutir a inclusão da equipe técnica do Sipam nas visitas as aldeias realizadas pela Funai e Funasa e a possibilidade de treinamento de equipe de campo da Funai para manutenção básica do sistema. Outro ponto importante também a ser discutido em reuniões temáticas será a possibilidade de disponibilizar para a Funai, de acordo com suas prioridades, as imagens do acervo de imageamento das áreas indígenas mais críticas e emitir alertas antes do fechamento final dos dados.

Ascom/Sipam