Você está aqui: Página Inicial / Notícias / Sipam apresenta trabalhos e participa de Simpósio de Sensoriamento Remoto

Notícia

Sipam apresenta trabalhos e participa de Simpósio de Sensoriamento Remoto

Pesquisadora aponta região estudada no mapaA análise das imagens e demais informações geradas pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) sobre o município de Humaitá (AM), somadas à pesquisa feita pela Embrapa na região, resultam na palestra Sul do Amazonas, Nova Fronteira Agropecuária? O trabalho será apresentado por Mariza Macedo, técnica do Centro Regional do Sipam de Manaus, e Wenceslau Geraldes Teixeira, da Embrapa, durante o XIV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, que acontecerá de 25 a 30 de abril, em Natal (RN).

No mesmo evento, o Sipam participará da mesa-redonda Monitorando o Desflorestamento da Amazônia com Sensoriamento Remoto, com a palestra da Coordenadora Operacional do Centro Regional de Manaus, Solange dos Santos Costa. A palestra terá como tema as Perspectivas do Uso de Radar para Monitorar o Desflorestamento na Amazônia. Também está prevista a apresentação do trabalho de Luis Henrique Moreira Lopes, do Centro Regional do Sipam de Belém, sobre a Análise Temporal de Focos de Calor na Terra Indígena Parakanã, no Pará. O diretor de Produtos do Sipam, Wougran Galvão, representará a instituição na abertura do evento e fará uma exposição destacando os produtos desenvolvidos para subsidiar ações de proteção e desenvolvimento da Amazônia. Wougran também falará sobre alguns trabalhos desenvolvidos pelo Sipam a partir das informações geradas pelo sensoriamento remoto, como o imageamento dos 36 municípios que mais desmataram na Amazônia.

Queimadas e agronegócios

De acordo com Mariza Macedo, que analisa a expansão da fronteira agropecuária, um dos pontos em destaque no trabalho é o fato de o Amazonas ser um dos Estados com menor índice de área desmatada na Amazônia Legal, mesmo tendo o lado sul citado como nova área de expansão da fronteira agropecuária e concentrando a maior parte das novas frentes de desmatamento no Estado. Mariza explica que a palestra abordará o fato de que a maior parte dos estudos na Amazônia se referirem apenas à retirada da cobertura florestal (desflorestamento), não computando as alterações em áreas de cerrados. “Essa omissão advém da dificuldade em diferenciar espectralmente, nas imagens de média resolução espacial, as áreas de vegetação mais esparsa das áreas desmatadas. Dessa forma, os estados da Amazônia Legal, que possuem considerável percentual de seus territórios recobertos por formações vegetais não florestais, não contabilizam em suas medições as alterações ocorridas nessas áreas”.

No estudo feito no território dos Parakanã, Luis Lopes detectou 149 focos de calor na terra indígena, observadas a partir das imagens de satélite Landsat, acrescidos de dados do Prodes. Os períodos de maior incidência desses focos ocorreram entre julho e novembro, o que é considerado o verão amazônico. Segundo Lopes, isso decorre da queda de precipitação e das queimadas que são usadas para limpar e preparar a terra para cultivo. Os meses mais críticos foram setembro e outubro, com 71,8% dos casos. O pesquisador acredita que o sensoriamento remoto surge como uma ferramenta alternativa e viável para monitorar áreas extensas. “ Pois se consegue obter informações de forma mais rápida e com regularidade e, assim, subsidiar ações de controle e prevenção de focos de calor nas regiões”, diz Lopes

Além de promover o encontro das comunidades acadêmico-científicas de sensoriamento remoto, de geotecnologias e de áreas afins, o evento oferece a oportunidade de divulgar trabalhos, trocar experiências profissionais, ampliar o conhecimento da aplicação dessas tecnologias e servir de estímulo à pesquisa aplicada.

Assessoria de Comunicação Social do Sipam
Telefone: (61) 3214-0257
e-mail: comunicacaosocial@sipam.gov.br