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Sipam apresenta mapa das áreas com maior risco de dengue em Belém

Todos os pontos que podem ser potenciais “berçários” de mosquitos transmissores da dengue em cinco bairros da região central de Belém foram identificados pelo Sipam.

Todos os pontos que podem ser potenciais “berçários” de mosquitos transmissores da dengue em cinco bairros da região central de Belém foram identificados, mapeados e georreferenciados por técnicos do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). O trabalho, que envolveu a captação de imagens, análise e interpretação dos dados, foi realizado em janeiro deste ano. Os dados foram entregues nesta sexta-feira, 25 de janeiro, à equipe da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa) do Pará. Com essas informações, será possível ir diretamente e com precisão aos locais com possíveis criatórios de mosquitos Aedes aegyti, fortalecendo os trabalhos de combate à dengue.

Foram identificados 431 pontos críticos nos bairros Batista Campos, Cremação, Jurunas, Nazaré e São Brás e arredores durante essa operação, realizada com o apoio do Corpo de Bombeiros do Estado do Pará. Trata-se apenas do projeto-piloto, que poderá ser ampliado para toda a Capital paraense e outras cidades, explica Flávio Altieri, da Divisão Ambiental do Centro Técnico e Operacional do Sipam em Belém (CTO/BE).

O trabalho utilizou a técnica da videografia, ou seja, uma câmera foi acoplada ao helicóptero, gravando imagens aéreas das ruas, casas e prédios de Belém. Simultaneamente, um equipamento de GPS foi utilizado, permitindo que cada imagem tivesse seu posicionamento definido. A ação exigiu cerca de 1h30 de vôo, realizados a 300 metros de altura. A área em estudo foi subdividida em 27 faixas para a captação das imagens que, depois de processadas e analisadas, transformaram-se em um verdadeiro “catálogo de endereços” das áreas com maior potencial de mosquitos na Capital. Tecnicamente, o trabalho desenvolvido foi o de criar uma base georreferenciada a partir a interpretação das fotos por especialistas.

Os sobrevôos foram realizados nos dias 12 e 16 de janeiro, sempre no período matutino. Trata-se, portanto, de informações extremamente recentes, que não estariam disponíveis com o uso de outra técnica. Equipes das Divisões Ambiental e de Geoprocessamento do Sipam identificaram também piscinas e lotes limpos, porque são áreas que, sem receber tratamento, podem se transformar em pontos de proliferação do Aedes aegypti em menos de um mês. “Para cada ponto crítico fomos buscar o endereço exato, com nome da rua e numeração. É um mapa que permitirá às equipes da vigilância epidemiológica concentrar ações, priorizando o combate à dengue às áreas onde as condições indicam que deve haver alta densidade da presença de mosquitos.”, diz Altieri.

O método utilizado pela equipe do Sipam permitiu localizar pontos críticos que seriam de difícil identificação por meio de visitas tradicionais, como topos de prédios com várias caixas d´água abertas e lajes que represam a água da chuva. “Se os resultados forem considerados satisfatórios, estamos prontos para expandir o trabalho para toda a área metropolitana e municípios próximos”, explica Altieri. 

Ascom/Censipam