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Sipam alerta sobre desmatamentos no AC e MT

O Sipam desenvolve desde de 2005 o ProAE, que se dedica à coleta de dados sobre desmatamento em unidades de conservação estaduais, federais e terras indígenas.

O Centro Técnico e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia em Porto Velho (CTO/PV) está divulgando alertas aos órgãos responsáveis pela fiscalização e repressão a danos ambientais sobre desmatamentos recentes ocorridos em terras indígenas no Acre e em Mato Grosso. Esses desmatamentos foram detectados por imagens de satélite, mapeados e analisados com precisão de coordenadas geográficas (latitude e longitude).

São informações antecipadas em relação ao conjunto de dados finais e oficiais do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais que serão divulgados em junho pelo CTO de Porto Velho relativos aos Estados do Acre, Mato Grosso e Rondônia. As informações servem a realização de fiscalização preventiva. A Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério Público Federal no Acre já receberam seis notas de alerta com detalhamento sobre a localização dos desmatamentos. Em Mato Grosso, os órgãos responsáveis pelas áreas receberam até o momento oito notas de alerta com detalhamento sobre a localização dos desmatamentos.

No Acre, as notas alertam sobre os desmatamentos na Terra Indígena (TI) Kaxinawá do Igarapé do Caucho (1,3 mil hectares), TI Kaxinawá do Rio Jordão (mil hectares) e TI Kaxinawá do Baixo Rio Jordão (250 hectares). Na TI Katukina/Kaxinawá, as imagens de satélite mostram corte seletivo de madeiras em estágio avançado, com áreas de até 365 hectares. Também ocorreram desmatamentos nas TIs Rio Gregório (612 hectares), Kaxinawá da Praia do Carapanã (392 hectares) e TI Campinas/Katukina (145 hectares com corte seletivo de madeiras na proximidade da BR-364).

Em Mato Grosso as áreas com desmatamentos recentes são o Parque Nacional Juruena, com 1,3 mil hectares de desmate e o Parque Estadual Serra de Santa Bárbara, com 1,5 mil hectares. Em terras indígenas, a área da etnia Maraiwatsede teve 11 mil hectares desmatados entre 2006 e 2007. Além desta, outras áreas indígenas também tiveram incremento no desmatamento no mesmo período, entre elas estão o Vale do Guaporé (3 mil  hectares), Sete de Setembro (787 hectares), Panará (421 hectares), Rio Pardo (262 hectares) e Sararé (125 hectares).

O gerente do CTO, José Neumar Silveira, explica que desde 2005 está em desenvolvimento no Sipam o ProAE, que se dedica à coleta de dados sobre desmatamento em unidades de conservação estaduais, federais e terras indígenas. Ele ressalta que “o monitoramento destas áreas especiais é necessário para auxiliar os órgãos ambientais desempenharem suas ações de fiscalização”.

Fonte: Ascom/CTO-PV