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Notícia

Sipam alerta sobre desmatamentos em unidades de conservação

O Centro Técnico e Operacional (CTO) de Porto Velho, unidade do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), está alertando os órgãos ambientais sobre desmatamentos recentes ocorridos em unidades de conservação estaduais, federais e terras indígenas em Rondônia. Esses desmates foram detectados por imagens de satélite, com data de passagem no período de agosto e setembro de 2007, mapeados e analisados com precisão de coordenadas geográficas (latitude e longitude). Os órgãos responsáveis pelas áreas receberam notas de alerta com detalhamento sobre a localização dos desmates para que providenciem ações efetivas no combate à prática ilegal.

 O gerente do CTO, José Neumar Silveira, ressalta que “é muito importante monitorar qualquer ilícito de desmatamento nas unidades de conservação e terras indígenas porque são áreas dedicadas à preservação, no entanto, há uma tendência de crescimento do desmate nestes locais”. Silveira informou que desde 2005 está em desenvolvimento no CTO o Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProAE), que coleta e analisa dados sobre desmatamento nessas áreas.

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e o Ministério Público Estadual (MPE) receberam as notas de alerta sobre os desmatamentos ocorridos em unidades de conservação estaduais. Na Reserva Extrativista (Resex) Rio Preto Jacundá houve abertura recente de estradas carreadoras e corte seletivo de mais de 500 hectares. A Resex Rio Cautário sofreu desmatamento de mais de 150 hectares.

Outra Resex que teve desmatamento é a do Rio Pacaas Novos, com corte de mais 220 hectares e abertura de uma estrada carreadora de 18 quilômetros de extensão. As Estações Ecológicas Antônio Mujica Nava e Serra dos Três Irmãos também sofreram considerável incremento de desmatamento, bem como a Floresta Estadual de Rendimento Sustentável Mutum.

O Instituto Chico Mendes (ICMBio), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e o Ministério Público Federal (MPF) foram informados sobre avanço no desmatamento já detectado em anos anteriores na Floresta Nacional (Flona) Jamari.

Neumar Silveira disse que “o monitoramento dessas áreas especiais é necessário para auxiliar os órgãos ambientais na elaboração de seus planos de ação”.

Ascom/CTO-PV