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Notícia

Proteção Ambiental

As ações de proteção ambiental do Censipam envolvem uma série de ações integradas no território da Amazônia. São atividades que vão desde o desenvolvimento de estudos e projetos, com eixos temáticos definidos (desflorestamento, detecção de raios e meteorologia) com vistas a avaliar e monitorar os impactos da ação antrópica, até a aplicação de técnicas de geoprocessamento e de sensoriamento remoto, ambos voltados à caracterização desses impactos e de suas medidas mitigadoras, apoiadas por uma logística local implantada.

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Desmatamento 

O combate ao desmatamento é uma prioridade do Governo Federal. O Censipam tem atuado nessa atividade cumprindo seu papel de apoiar e contribuir com os órgãos parceiros na integração e geração de informações estratégicas e atualizadas do desmatamento na Amazônia Legal.

Para isto, além da produção de informações, coloca à disposição de todas as organizações governamentais que atuam na região, dados e imagens dos sensores aerotransportados, as quais possibilitam a obtenção de informações mais precisas de áreas de desmatamento ilegal, além de permitir a cada órgão parceiro planejar com segurança sua atuação em campo, contando com o apoio do Censipam também no monitoramento e controle das operações.

Além disto, o Censipam tem monitorado o desmatamento em áreas de proteção através do Programa de Monitoramento de Áreas especiais (ProAE). O ProAE utiliza dados do sensor "Thematic Mapper" a bordo do Satélite Landsat-5, os quais são complementados com as imagens dos sensores aeroembarcados, para a identificação de desmatamentos irregulares nos estados do Acre, Mato Grosso e Rondônia. Como produtos, são gerados relatórios contendo estimativas de áreas antropizadas, incluindo aquelas com extração seletiva de madeira em processo avançado e dados georreferenciados que são repassados para o planejamento das operações dos órgãos parceiros em suas ações fiscalizatórias.

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Desmatamento

Mapa de área desmatada produzido a partir de imagens do Sipam.



Monitoramento das atividades do PPCD na Amazônia

No segundo semestre de 2013, o Censipam iniciou o monitoramento das atividades desenvolvidas nos 70 municípios da Amazônia Legal inseridos no eixo Fomento às Atividades Produtivas Sustentáveis da terceira fase do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), que vai até 2015. Entre as ações de monitoramento, estão encontros bilaterais com os órgãos participantes do Plano, identificação de estratégias das políticas de governo e criação de mecanismos de controle e acompanhamento das atividades. A avaliação do monitoramento ocorre a cada dois meses em reunião com representantes dos órgãos.

Os municípios e territórios selecionados para receberem as atividades de fomento são aqueles com elevado índice de desmatamento e importância para o desenvolvimento da região amazônica. A escolha é feita pelo Ministério do Meio Ambiente e demais órgãos parceiros do PPCDAm, responsável pela gestão do Plano.
Em agosto foram apresentados no Centro de Coordenação-geral do Censipam, em Brasília, os resultados preliminares da primeira avaliação das atividades do eixo. Inicialmente buscou-se compreender os entraves para implementação das políticas  agroambientais nos municípios, como problemas documentais e inadequações normativas, e a falta de capacitação. Como solução, estão sendo desenvolvidas ações para formulação de seminários de integração e campanhas de divulgação das políticas agroambientais e reuniões com prefeitos dos municípios.

O PPCDAm foi criado em 2004, como resposta governamental às crescentes taxas de desmatamento na Amazônia. O objetivo é promover a redução das taxas de desmatamento por meio de um conjunto de ações integradas de ordenamento territorial e fundiário, monitoramento e controle ambiental e fomento a atividades produtivas sustentáveis, que constituem os eixos do Plano.


Missão MMA/Sipam produz imagens de radar dos 36 municípios que mais desmataram na Amazônia Legal

Em março de 2008, o Censipam iniciou o trabalho de sobrevoo dos 36 municípios da Amazônia Legal que mais desmataram a floresta nos últimos cinco anos, a pedido do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que publicou uma Portaria impondo restrições econômicas a essas cidades para controlar o desmatamento. O registro das imagens de radar, obtidas através do sensor da aeronave R-99B do Sipam, foi concluído em novembro. No mês de dezembro ficou pronto o relatório técnico da missão (ver linck abaixo).

Ainda em novembro do ano passado, o Sipam entregou parte do material ao ministro do MMA, Carlos Minc. Em 12 de fevereiro desse ano, o diretor-geral do Sipam, Rogério Guedes, entregou aos prefeitos desses municípios um CD com dados do desmatamento e as imagens de radar de alta resolução, em solenidade promovida pelo MMA em Brasília. Os prefeitos que não estavam nesta solenidade receberam o material por Correio. 

Para realizar o trabalho, foram sobrevoados 800 mil quilômetros quadrados (uma área 3,2 vezes maior do que a do Estado de São Paulo), em 450 horas de vôos, a um custo de R$ 3,7 milhões. “Essas imagens servem aos prefeitos e ao MMA para orientar suas ações de prevenção, controle e fiscalização. Além ajudar o município no planejamento da sua gestão territorial e identificar construções irregulares localizadas em áreas de floresta”, ressalta Guedes.

Índice de desmatamento dos 36 municípios imageados pelo Sipam

Mato Grosso  - Alta Floresta (49%), Aripuanã (13%), Brasnorte  (41%), Colniza  (12%), Confresa  (58%), Cotriguaçú (17%), Gaúcha do Norte (24%), Juara(35%), Juína  (14%), Marcelândia  (25%), Nova Bandeirantes  (29%), Nova Maringá  (26%), Nova Ubiratã  (45%), Paranaíta  (39%), Peixoto de Azevedo (21%), Porto dos Gaúchos  (39%), Querência (29%), Vila Rica (56%) e São Félix do Araguaia (29%).
 
Pará - Altamira (4%), Brasil Novo (35%), Cumarú do Norte (39%), Novo Progresso (13%), Novo Repartimento (42%), Paragominas (35%), Dom Eliseu (62), Rondon do Pará (61%), Santa Maria das Barreiras (63%), Santana do Araguaia (60%), São Félix do Xingú (17%) e Ulianópolis (76%).

Amazonas - Lábrea (4%)

Rondônia - Machadinho D´Oeste (30%), Porto Velho (20%), Pimenta Bueno (41%) e Nova Mármore (25%).

 

Conheça o Relatório Técnico da Missão

Conteúdo
Relatorio_Tecnico_SIPAM_MISSAO_SAR_MMA_2008.pdf
Relatório Técnico da Missão