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Previsão de Sol e calor para o próximo trimestre em toda a Amazônia

O setor de Meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) em Manaus divulgou, na quinta-feira (10), durante a primeira Semana de Meio Ambiente do órgão, a previsão climática para o trimestre junho, julho e agosto. De acordo com as informações do boletim a previsão é de que o volume de chuva para o trimestre ocorra dentro da normalidade, entre 83 e 118 milímetros em junho, 32 e 92 mm em julho e 39 a 64 mm em agosto.

“Neste período, que chamamos de estiagem, há predomínio de sol na maior parte do dia. No entanto, não são descartadas pancadas de chuva rápidas e isoladas. Com a redução da nebulosidade durante o período, a energia do sol atinge diretamente a superfície terrestre. Por isso, a temperatura ficará acima da média”, informou a meteorologista Ana Cleide Bezerra.

Segundo a meteorologista, as análises de dados e prognósticos de modelos numéricos para a Temperatura da Superfície do Mar (TSM), indicam que as águas superficiais na região do oceano Pacífico equatorial (área de monitoramento do EL Niño) tenderão progressivamente para um padrão de resfriamento nos próximos meses. No entanto, essas condições ainda não deverão influenciar significativamente o clima na região.

“No Amazonas, especialmente na parte norte do estado, abrangendo a calha do Rio Negro e Roraima, a distribuição da chuva acontecerá de maneira irregular, com pontos isolados de chuva acima da média. As condições do oceano Atlântico Tropical Norte deverão influenciar diretamente o clima nos estados, já que é esperado o aumento da temperatura do mar, favorecendo um maior transporte de umidade da Zona de Convergência Intertropical para dentro do continente, gerando acumulados significativos de chuva”, afirmou a meteorologista.

Já no sul da Amazônia, eventos fortes de Friagens podem ocorrer durante o período. Porém, no Amazonas esses eventos atingem apenas o setor centro-sul e sudeste do estado, sobre os municípios de Boca do Acre, Lábrea, Humaitá, Ipixuna e Eirupené.

Segundo a meteorologista, destaca-se também a estação seca no sul da Amazônia, onde deverá ocorrer predomínio da massa de ar seco, dificultando a formação de nebulosidade, favorecendo grande aumento de temperatura e a umidade relativa do ar, podendo atingir índices abaixo de 30%, principalmente em Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, sul do Pará e Maranhão.

Amazônia Oriental

Na Amazônia Oriental (Pará, Amapá e Maranhão), espera-se um trimestre com temperaturas bastante elevadas na maior parte da região, onde as máximas deverão ultrapassar em cerca de 2ºC as médias históricas. Com relação à ocorrência de chuvas, os volumes acumulados no período ficarão ligeiramente acima do normal na região da Calha Norte do estado do Pará e Centro-Norte do Amapá.

O comportamento do oceano Atlântico tropical, cujas temperaturas superficiais estão atualmente acima do normal, deverá influenciar o clima em parte do nordeste paraense, incluindo a região metropolitana de Belém e na calha do baixo Amazonas, provocando chuvas irregulares, ou seja, pontos com precipitação acima do normal e, ao lado, ocorrência de chuva abaixo da média. A formação de linhas de nebulosidade na costa, em decorrência da brisa marítima, será responsável por tal variabilidade espacial, além de chuvas mais intensas, porém de forma eventual.

Chuvas abaixo do normal são esperadas apenas na faixa litorânea, que vai do Maranhão ao Pará, até encontrar a porção norte da ilha do Marajó. Nas demais áreas do leste da Amazônia, o padrão será de normalidade, o que representa baixo volume de chuvas no trimestre.

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