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Previsão de chuvas pode agravar alagações no centro-sul de Rondônia

{mosimage}A última semana tem sido de muita chuva no sudoeste de Rondônia. As precipitações afetaram área que abrange o cone sul até a fronteira com a Bolívia, atingindo em cheio municípios como Vilhena, Rolim de Moura e Alta Floresta, que registraram acumulado de 100 a 150 milímetros nos últimos sete dias. Nessas localidades, há mais de um mês as chuvas estão muito acima do normal.

Entre o último final de semana e o início desta semana, a chuva foi volumosa e concentrada, o que acabou aumentando o nível dos rios e causando pontos de alagação. Segundo Ana Cristina Strava, coordenadora de operações do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), é difícil fazer previsões para o nível dos rios do interior do estado, por se tratarem de bacias pequenas que sobem rapidamente com as chuvas. “Fazemos previsão para o tempo, já que as chuvas vão influenciar diretamente a subida dos rios, e então, alertamos a Defesa Civil”, explica.

Previsão preocupa

Para os próximos dias, a previsão não é boa para quem espera as águas abaixarem. Segundo Luiz Alves, meteorologista do Sipam, uma frente fria permanecerá sobre o Sudeste do Brasil, trazendo ainda mais instabilidade para Rondônia. “Até a próxima segunda-feira (25) deve chover acima da média em praticamente todo o estado”, alerta o meteorologista. Por isso, moradores ribeirinhos da zona da mata rondoniense, em Rolim de Moura e Alta Floresta, precisam ter atenção redobrada.

A mesma recomendação é válida para os ji-paranaenses. Rios que estão em nível preocupante, como o Comemoração (Pimenta Bueno) e o rio Anta Atirada (Rolim) fazem parte da bacia do rio Machado, por isso, embora esteja registrando chuvas dentro da normalidade, Ji-Paraná poderá ser afetada pela cheia.

Desde o dia 17, o Machado já atingiu a cota de alerta e, segundo dados do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), na última terça-feira (19), chegou a 10,36 metros na régua da cidade, sendo que a média para o período é de 9,50 metros. Como a previsão é de chuva para a região, o nível do rio deve subir ainda mais, podendo chegar próximo à máxima histórica de 11,70 metros, ocorrida em fevereiro de 2006.


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