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Plano de trabalho da Repig será assinado em novembro

O projeto é estruturar uma rede de intercâmbio de informações.
Até o final de novembro, os nove Estados da Amazônia Legal assinarão como Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) o plano de trabalho para estruturar uma rede de intercâmbio de informações georreferenciadas e imagens. O Comitê Gestor da Rede de Processamento de Imagens e Informações Geográficas (Repig) definiu a proposta de trabalho na semana passada em reunião no Sipam, em Brasília, e os técnicos deverão iniciar suas atividades de operacionalização da rede em janeiro. Os Estados também assinarão um Acordo de Cooperação Técnica, de adesão a rede, explica o diretor-geral do Sipam, Marcelo Lopes. “Nossa expectativa é a Repig estar funcionando para o Estados e a população ainda em 2009”, revela Lopes.

O Plano de Trabalho estabelece capacitação conjunta dos técnicos em geotecnologias e até março serão definidos os parâmetros para os requisitos tecnológicos. Além disso, será criado um fórum virtual entre os estados e o Sipam e já marcaram as reuniões do Conselho Consultivo do Comitê para os meses de junho e novembro. Também ficou definida reuniões periódicas nos Centros Regionais do Sipam de Belém, Porto Velho e Manaus e ainda a busca de apoio financeiro estadual, federal e internacional para pesquisa e desenvolvimento da rede.

O grupo definiu na reunião as informações que serão espacializadas: universidades e centros de pesquisa e escolas; infra-estrutura de transporte (malha viária, ferrovias, aeroportos, aeródromos cadastrados, portos, hidrovia, ancoradouros); comunidades (sedes municipais e limites administrativos); energia elétrica (inventários e linhas de transmissão e distribuição); barragens (massa d´água); dutos (oleodutos, gasodutos); unidades de conservação; terras indígenas; mapas topográficos (altimetria); limite de bacias hidrográficas; rede hidrográfica; mineração e bacias hidrográficas.

A idéia é que o usuário da rede possa facilmente visualizar mapas com informações diversas como a distribuição de redes de energia elétrica, infovias, rodovias, hidrovias, escolas e postos de saúde por toda a região amazônica. Com isso, será mais fácil planejar investimentos e desenvolver políticas públicas estaduais e federais que promovam o desenvolvimento sustentável e a proteção regional. As informações também estarão disponíveis para a população. "A Repig nasce da necessidade demonstrada pelos Estados da Amazônia por informações georreferenciadas e imagens, cada vez mais necessárias para a tomada de decisões estratégicas para o desenvolvimento social e econômico da região, além de ajudar no monitoramento das transformações ambientais na região", ressalta Lopes.

Essa foi a terceira reunião da Repig, formada por representantes dos Estados da Amazônia Legal e pelo Sipam. Segundo o coordenador-geral de Integração Institucional do Sipam, André Panizza, uma parcela dos dados que integrará as bases da Repig já está disponível, mas de forma dispersa, seja em bases de dados estaduais ou mesmo do Sipam. O primeiro desafio da Repig, portanto, é agrupar e sistematizar todo esse conhecimento, tornando-o disponível para consultas consolidadas.

Assessoria de Comunicação Social do Sipam
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