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Órgãos ambientais de MT, RO e AC firmam compromissos para enfrentar período de estiagem

A 2ª Oficina Pré-Seca terminou na última sexta-feira (13), em Rio Branco, com várias propostas de articulação e cooperação entre os órgãos ambientais para a prevenção e combate às queimadas no período de estiagem. O evento foi organizado pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) com apoio da Secretaria de Meio Ambiente do Acre (Sema) e uniu instituições públicas de Mato Grosso, Rondônia e Acre. “Integrar ações e agir de forma cooperativa são o melhor caminho para os órgãos públicos”, ressaltou o gerente do Centro Técnico e Operacional (CTO) do Sipam em Porto Velho, José Neumar Silveira.

A oficina integrou órgãos públicos federais, estaduais e municipais. Essas instituições estabeleceram um cronograma de atividades, incluindo a formulação de planos de trabalho para a realização de ações efetivas.

A coordenadora do grupo de trabalho sobre queimadas, Luciana Teles, disse que “o eixo que norteou os trabalhos foi a qualidade do ar que respiramos, um problema ocasionado pelas queimadas e que prejudica a saúde da população de Mato Grosso, Rondônia e Acre”.

Como resultado das discussões, o grupo de trabalho firmou como prioridades três ações. A primeira delas é a reativação dos Comitês Estaduais de Prevenção às Queimadas. No Acre, o comitê atua constantemente desde 2005. Em Rondônia, o comitê foi criado em 2004, mas a atuação concentra-se atualmente apenas no combate ao fogo. Em Mato Grosso, o comitê também está em fase de estruturação.

A segunda ação prioritária é o levantamento das redes de monitoramento da qualidade do ar. O Sipam vai contribuir com as instituições definindo quais os tipos de análise necessários para o controle da qualidade do ar e o planejamento de uma rede de monitoramento que consiga abranger os três Estados. Buscar verbas junto às instituições de fomento também é um dos desafios.

A terceira prioridade é usar a tecnologia na detecção efetiva das queimadas. “Durante as discussões, vimos a necessidade de criarmos um grupo de pesquisa com foco no monitoramento via satélite da região. Hoje nós temos a detecção dos focos de calor, mas precisamos criar métodos que comprovem que estes focos foram realmente queimadas e que também apontem a localização destes acontecimentos com mais exatidão. Desta forma, os órgãos ambientais terão mais condições de reprimir quem queima e em tempo mais rápido”, ressaltou Luciana.

Seca nos rios

O segundo grupo de trabalho tratou do tema “recursos hídricos”. Após as discussões, foram definidas duas prioridades. A primeira é o monitoramento da qualidade e quantidade das águas nos rios. A Agência Nacional das Águas (ANA) informou que quatro sensores de qualidade de água serão instalados para atender as demandas dos estados do Acre e Rondônia. Os rios Acre e Madeira já foram definidos para receberem os equipamentos, só faltando os dois Estados estabelecerem as exatas localizações dos sensores. Outras ações no monitoramento das águas são a instalação  de mais estações pluviométrica (que mede a quantidade de chuva) e fluviométrica (que mede o nível do rio), além da substituição de sensores convencionais por automáticos, com transmissão de dados via satélite em pontos prioritários.

A segunda prioridade refere-se à disponibilidade de água durante o período de estiagem. “O desmatamento da floresta, principalmente da matas ciliares, intensifica a escassez de água nos rios nesta época de seca. A construção de barragens para impedir que os rios sequem não é uma solução eficaz. Então, optamos por outro método de trabalho que é a recomposição das matas ciliares e utilização de técnicas de manejo do solo”, disse Tatiane Checchia, coordenadora do grupo de trabalho.

Articulação institucional

Paralelamente à oficina, o gerente do CTO Porto Velho, José Neumar Silveira, cumpriu uma agenda de visita às instituições parceiras acreanas. Os produtos e serviços do Sipam foram apresentados aos Ministérios Públicos Federal e Estadual, Superintendência da Polícia Federal no Acre, 4° Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), Secretarias Estadual e Municipal de Meio Ambiente, além da Superintendência da Caixa Econômica Federal no Acre. “O resultado das visitas será a intensificação das parcerias e das ações conjuntas. O Sipam, desta forma, cumpre a sua missão de integrar informações sobre a região e fazer a articulação com as instituições”, enfatizou o gerente.

Fonte: Ascom CTO-PV