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Novo ministro da Defesa garante continuidade dos programas e empenho para a modernização das Forças

{mosimage}Brasília, 08/08/2011 – Perante as cerca de cem autoridades que prestigiaram, na tarde de hoje, sua posse no Palácio do Planalto, o ministro Celso Amorim garantiu, em discurso, a continuidade do processo de modernização da Defesa. Compareceram à cerimônia, realizada no Salão Nobre, ministros de Estado, os três comandantes militares, parlamentares e membros do Judiciário, além da presidenta Dilma Rousseff.

Na ocasião, Amorim ressaltou a importância de seguir as diretrizes já estabelecidas para tocar os projetos da pasta. “A Estratégia Nacional de Defesa e o Plano de Articulação e Equipamento da Defesa dela decorrente oferecem um horizonte de curto, médio e longo prazo para o setor. Sob o signo da continuidade que caracteriza os estados que atingiram maturidade democrática, trabalharei para implementá-los”, afirmou. “Farei isso com espírito crítico e de maneira atenta aos ajustes e adaptações que se façam necessários”, complementou.

O novo titular da Defesa garantiu que irá apoiar o fortalecimento da indústria nacional de material de emprego militar e a ampliação da autonomia tecnológica das Forças Armadas, em estreita coordenação com outros ministérios, como o do Desenvolvimento e o da Ciência e Tecnologia. “O momento que vivemos em termos de política industrial reforça essa prioridade”, ressaltou.

Celso Amorim acentuou seu compromisso com o aprimoramento da capacidade de operação conjunta entre Marinha, Exército e Aeronáutica e a racionalização de processos e programas e o robustecimento da supervisão do Ministério da Defesa sobre as políticas setoriais das Forças. “O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas terá importante papel nesse processo”, disse.

Ele manifestou também o interesse em dar celeridade à implantação do Instituto Pandiá Calógeras, nova unidade de ensino a ser vinculada ao Ministério. “O instituto será importante instrumento de reflexão sobre temas estratégicos e servirá para formar os futuros analistas civis de Defesa”, explicou.

O embaixador também destacou a questão orçamentária. “Conhecendo a atenção que a presidenta da República atribui aos assuntos de Defesa, cabe a mim empenhar-me em obter os recursos indispensáveis ao equipamento adequado das Forças Armadas. Conto para tanto com a compreensão de meus colegas da área financeira. Afinal, o próprio documento legal que instituiu a estratégia nacional de defesa estabelece vínculo indissociável entre esta e a estratégia nacional de desenvolvimento.”

Para Amorim, é necessário conceber e aprovar mecanismo que permita conferir previsibilidade, estabilidade e perenidade aos projetos de equipamento e de desenvolvimento tecnológico das Forças. “Na mesma linha, não desconheço as legítimas aspirações dos militares no que se refere à garantia de condições de vida compatíveis com suas responsabilidades, vitais para toda a nação”, destacou. “Um país pacífico como o Brasil não pode ser confundido com país desarmado e indefeso. Vivemos em paz com os nossos vizinhos. Mas o Brasil é detentor de enormes riquezas e possuidor de infraestruturas de grandes dimensões. Cabe ao estado brasileiro resguardar extensas fronteiras terrestres e marítimas.”

Essa responsabilidade, segundo o ministro, abrangeria a indispensável defesa da população e a proteção dos recursos naturais, a começar pelas riquezas contidas na Amazônia e nas águas jurisdicionais brasileiras. “As descobertas de significativas reservas de petróleo, sobretudo na camada pré-sal, reforçam essa necessidade. Nosso território, da Amazônia ao Aquífero Guarani, que compartilhamos com os vizinhos do Mercosul, é repositório de enorme quantidade de água, recurso cada vez mais escasso no mundo. É fundamental assegurar que a nossa soberania sobre o recurso água – além de sua utilização sustentável – seja preservada.”

Celso Amorim reconheceu que há um descompasso entre a crescente influência internacional brasileira e a capacidade de respaldá-la no plano da defesa. Ao mesmo tempo, destacou as prioridades geopolíticas de sua gestão. “Atentos ao ecumenismo que caracteriza a inserção internacional do Brasil contemporâneo, devemos valorizar o Conselho de Defesa Sul-Americano e intensificar a cooperação entre os países da região. Pretendo também atribuir especial ênfase ao relacionamento de defesa com os países africanos. Juntamente com o Itamaraty, fortaleceremos a zona de paz e cooperação do Atlântico Sul.”

Nesse esforço, se formaria uma área livre de armas de destruição em massa, em particular de armas nucleares, na região. O ministro da Defesa também reafirmou os compromissos brasileiros com os organismos internacionais. “Continuaremos a dar nossa contribuição a operações de paz da ONU, dentro dos preceitos do direito internacional, sobretudo naquelas áreas de maior interesse para o Brasil e onde disponhamos de clara vantagem comparativa.”


Foto: Felipe Barra
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
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