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Rio amazomas

Nasce a 5.300 m de altitude, na montanha Nevado Mismi, nos Andes peruanos, com o nome de Vilcanota e recebe outras denominações (Tunguragua, Urubanda, Marañon ou Ucayali, ...) antes de ingressar no Brasil quando passa a se chamar Solimões. Mais adiante, a partir da confluência com o rio Negro, recebe o nome de Amazonas. É o terceiro no mundo em extensão, com 5.825 km, se considerado como sendo seu formador principal o Marañon.

Nasce a 5.300 m de altitude, na montanha Nevado Mismi, nos Andes peruanos, com o nome de Vilcanota e recebe outras denominações (Tunguragua, Urubanda, Marañon ou Ucayali, ...) antes de ingressar no Brasil quando passa a se chamar Solimões. Mais adiante, a partir da confluência com o rio Negro, recebe o nome de Amazonas. É o terceiro no mundo em extensão, com 5.825 km, se considerado como sendo seu formador principal o Marañon. Caso se considere o Ucayali, sua extensão passa a ser de 6.571 km, o que o torna o segundo no mundo. Os critérios para se definir o formador principal não são absolutos e, por isso, a polêmica. Sua declividade em território brasileiro é de apenas 2 cm/km (desce de 65 m, em Benjamin Constant, até o oceano, numa distância superior a 3.000 km).

Com mais de 7000 afluentes (TUNDISI et al., 2002), o Amazonas possui uma vazão média de 133.861 m³/s apenas em território brasileiro (mais 71.527 m³/s da contribuição da sua bacia internacional), o que faz dele o rio de maior vazão do planeta. O gráfico 5, adiante mostra as vazões dos 10 maiores rios do mundo, onde a vazão do Amazonas equivale à soma das vazões dos 7 rios subseqüentes. Outro dado interessante diz respeito a sua descarga sólida média anual na foz, equivalente a 600 milhões de toneladas, segundo dados do Projeto HiBAm (Hidrologia da Bacia Amazônica), um projeto científico envolvendo o Brasil, Equador, Bolívia e França (www.ana.gov.br/hibam). Medidas realizadas entre 1976 e 1977, pelo U S Geological Survey apontam para valores da ordem de 930 milhões de toneladas/ano (MASSON, 2005). 

 

Com tais dimensões, apresenta importantes peculiaridades como as distintas sazonalidades a que estão submetidos seus afluentes. No estados do Amazonas, por exemplo, a estação das chuvas para os afluentes da margem esquerda ocorre nos meses de junho a outubro, enquanto para os afluentes da margem direita, acontece durante os meses de dezembro a maio. Considerando-se que a época de cheia do rio é o mês de junho, pode-se concluir que, conjuntamente, os afluentes da margem direita contribuem mais do que os da margem esquerda. Pelo fato de ser uma bacia de planície seus rios têm baixas declividades, drenando áreas com relevo pouco acidentado, o que os torna pouco atraentes para fins de aproveitamento energético. Um exemplo claro dessa característica é visto ao compararmos as dimensões dos lagos das hidrelétricas de Balbina, no rio Uatumã-AM (2.360 km²) e de Tucuruí, no rio Tocantins-TO (2.875 km²) com suas respectivas potencias instaladas: 250 MW (Balbina) e 3.980 MW (Tucuruí). Por outro lado, seus maiores rios são praticamente totalmente navegáveis. No total, a bacia Amazônica conta com 50.000 km de rios navegáveis para embarcações de deslocamento médio de 100 toneladas (MASSON, 2005). Cerca de 10.000 km desses rios podem ser navegados por navios com deslocamento médio de 1.000 toneladas ou mais. Possui uma largura média de 5 km, podendo chegar a 12 km ou mais durante a época de cheia. Seu nível experimenta uma variação média de 10,55 m, chegando a apresentar uma variação de 16 m entre as cotas máxima (que geralmente acontece em junho) e mínima (em outubro-novembro). Na sua foz, possui uma largura de 320 km e uma profundidade média de 30 a 40 m (www.webciencia.com).

Fonte: http://www.povosdamazonia.am.gov.br/multimidia/hidro/script/hdr_rioamazonas.htm