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Meteorologia do Sipam divulga previsão para o trimestre

{mosimage}Manaus (04/04/10) - A Divisão de Meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) divulgou, na última quinta-feira (31/03), o boletim com a previsão trimestral do clima na região amazônica (abril, maio e junho). O informativo também foi apresentado às instituições parceiras, durante o evento "Primeiro Alerta de Cheias para Manaus 2011", ocorrido no Serviço Geológico do Brasil (CPRM), em Manaus.

De acordo com a previsão do Sipam, as chuvas devem continuar durante todo o período de abril, maio e junho, mas apenas em algumas regiões. "No início do trimestre os máximos de chuva, maiores valores de precipitação, apresentam-se favorecidos pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mais ao sul -  os máximos da distribuição de precipitação abrangem as  regiões  nordeste e centro da Amazônia sobre o norte dos Estados do Amazonas, Pará e Maranhão, o Amapá e sul de Roraima", explicou a meteorologista Ana Cleide Bezerra.

Ainda segundo a meteorologista, a partir de maio poderá ser observado, na região sul, uma redução no volume das chuvas. Isso se dará devido a presença da massa de ar seco que tipicamente predomina o Brasil Central nesta época do ano. Neste trimestre começam a ser observados também, de acordo com Ana Bezerra, eventos de friagem no sul e oeste da Amazônia.

Ela explica ainda que a partir de maio a ZCIT desloca-se para a sua posição mais ao norte, dando início à estação chuvosa de Roraima, onde são encontrados valores acima de 300 mm na parte central do Estado. "As áreas que deverão ocorrer chuvas acima dos padrões climatológicos são o norte de Roraima, nordeste do Amazonas (incluindo a calha do Rio Negro), o extremo noroeste paraense (fronteira com as Guianas e Suriname) e oeste e norte do Amapá", afirmou Ana Bezerra. Abaixo dos padrões normais no centro-oeste, sudoeste e sul do Amazonas, no norte do Maranhão, nordeste do Pará e Ilha do  Marajó, no sul de Rondônia e no sul do Mato Grosso incluindo o Pantanal.

De acordo com as análises de dados observacionais e prognósticos de modelos numéricos, as águas superficiais na região do oceano Pacífico sugerem o enfraquecimento do fenômeno La Niña. No entanto, ele ainda deverá favorecer anomalias positivas de chuva (aumento de precipitação) em algumas áreas da Amazônia. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, a previsão é de que a cota do Rio Negro fique dentro da média, entre 27,64 e 28, 34.

Texto: Karen Leão
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
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