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Mapeamento da bacia do Rio Acre minimizará impacto das cheias

Brasília (22/02/2013) -  Os 35 mil quilômetros quadrados da bacia do Rio Acre serão conhecidos por imagens de Radarsat, adquiridas pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), e permitirão identificar pontos de alagamento em cidades do Acre. O conhecimento permitirá à Comissão Estadual de Gestão de Riscos Ambientais do estado (Cegdra) adotar medidas para minimizar impactos ocasionados pelo aumento do nível do Rio Acre, que até a primeira quinzena do mês de fevereiro deixou 27 pessoas desabrigadas. 

A partir do mapeamento da região é possível evitar que cidades sejam construídas ou expandidas para locais com elevado risco de inundação em longo prazo, afirma a coordenadora de Operações do Centro Regional Porto Velho do Censipam, Ana Strava. Além disso, os 37 órgãos componentes da Cegdra podem planejar ações e se preparar em tempo hábil para dar assistência necessária à população, ressalta Vera Lúcia Reis, secretária executiva da Cegdra e assessora técnica do gabinete da Secretaria de Meio Ambiente do Acre.
 
O Censipam também fará a construção de modelos de previsão de enchentes para elaboração de plano preventivo de alagação de cidades do Vale do Purus no Acre. Os modelos de previsão de enchentes serão construídos a partir de imagens obtidas de sobrevoo das regiões de interesse com a utilização do Sistema Aerofotogramétrico Digital (ADS-80) do Censipam.  Este equipamento permite mapear o relevo da região estudada e observar pontos de inundação.
 
Os primeiros modelos serão dos municípios Manuel Urbano, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira, Assis Brasil, Brasileia/Epitaciolândia, Xapuri e Porto Acre. Segundo a coordenadora do Censipam Ana Strava, a previsão é que esse sobrevoo aconteça a partir de agosto, pela Força Aérea Brasileira, durante o período de seca na Amazônia Ocidental. 
Strava explica que os ciclos hidrológicos não são completamente conhecidos, sendo alguns anuais, de fácil percepção, porém outros ocorrem a cada 60 ou 12 anos, como o que ocorreu no ano passado. Os eventos meteorológicos não podem ser evitados, entretanto é possível prever sua ocorrência, a partir de modelo digital de elevação da região para subsidiar a elaboração de modelos de previsão de enchentes, complementou o meteorologista do Censipam, Luiz Alves. O Censipam apoia ainda as atividades da Unidade de Situação do Cegdra emitindo boletins climáticos semanais.

No ano de 2012 o Acre vivenciou a segunda maior cheia registrada em sua história. O estado possui diversos rios, como o Rio Acre com 785 quilômetros de extensão e uma área de drenagem de 35,5 mil Km2. Foram mais de 100 mil pessoas atingidas e mais de seis mil ficaram desabrigadas. Municípios como Rio Branco e Brasiléia tiveram mais de 50% de seu território inundado.

Assessoria de Imprensa do Censipam
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