Você está aqui: Página Inicial / Notícias / Fenômenos meteorológicos severos e de longo prazo na Amazônia são debatidos na UFPA

Notícia

Fenômenos meteorológicos severos e de longo prazo na Amazônia são debatidos na UFPA

{mosimage}
Belém (14/09/2011)
- Fenômenos meteorológicos severos de curto prazo (tempestades convectivas, tornados ou micro explosões que freqüentemente produzem descargas elétricas, vendavais, rajadas de vento, granizo e chuva intensa) e de longo prazo (enchentes, secas e estiagens prolongadas) na Amazônia Legal é tema da 2ª reunião da Rede de Monitoramento de Eventos Extremos da Amazônia (Reman), no auditório de Geociências da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, Pará. O encontro, que conta com representantes de instituições de ensino, pesquisa, centros de previsão e defesas civis da região Amazônica, iniciou na última terça-feira (13) e encerra nesta quinta-feira (15).

Durante esses dias, estão sendo debatidos temas específicos como sistemas convectivos sob a ótica do radar meteorológico de Belém, espacialização da chuva utilizando dados de radar meteorológico, mecanismos de intensificação eólica em tempestades equatoriais, avaliação das condições propícias para o desenvolvimento de evento extremo, condições climáticas e seus impactos na precipitação da Amazônia Oriental e relatos de casos de eventos extremos ocorridos em 2009 no Estado do Pará pelos meteorologistas do Sipam.

O Reman é um projeto coordenado pela meteorologista Jaci Saraiva Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e conta com a participação de pesquisadores de instituições de ensino e de pesquisa, centros de previsão e defesas civis. O Reman é apoiado operacionalmente pela rede de monitoramento regional composta pelos radares do Sipam, pela rede observacional de estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e dos núcleos estaduais de meteorologia, e pela estrutura operacional da previsão de tempo e clima baseada em modelos numéricos regionais.

A primeira fase do Projeto foi adquirir recursos computacionais e tecnológicos para a estrutura de integração entre os centros operacionais e instituições de pesquisas que trabalham na área de meteorologia tropical na Amazônia, explica a meteorologista Jaci Saraiva. A segunda fase visa o aprimoramento da rede de pesquisa e operação com a implementação de um sistema integrado de alerta virtual de eventos meteorológicos extremos, buscando relações prognósticas entre as variáveis atmosféricas e hídricas, contribuindo para otimizar as operações de defesa civil, segurança dos portos e sistemas de distribuição de energia elétrica.

A primeira reunião da segunda fase do Reman ocorreu no Centro Regional do Sipam de Manaus no mês de abril. O resultado do encontro foi a elaboração do planejamento do projeto para 2011 e definido cronograma para execução das atividades. Uma das metas estabelecidas foi a realização de Oficinas de Trabalho de Climatologia com os agentes e técnicos das Defesas Civis, sob a responsabilidade do Sipam. Com isso, estão sendo capacitados técnicos de Tabatinga, Tefé, Coari, Parintins, Lábrea, Humaitá, Manaus e Região Metropolitana, além de Macapá, Boa Vista, Porto Velho, Cuiabá e São Luis.

Foto: Paulo Cruz
Assessoria de Comunicação Social
Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia
(CENSIPAM)
(61) 3214-0202 / 0257