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Estudo do Sipam monitora áreas de proteção e terras indígenas cortadas pela BR 319

{mosimage}As 53 Áreas Especiais situadas na Área de Limitação Administrativa Provisória (ALAP) da BR 319 foram objeto de estudo do Centro Regional do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), em Manaus. Os resultados obtidos pelo Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProAE) do Sipam, que acompanha o desflorestamentos de áreas especiais foi divulgado no último dia 16 de abril, na capital do Amazonas.
 
De acordo com a coordenadora do ProAE, Anna Pauletti Rogério, a ALAP apresenta uma área total de 15.334.811 ha, dos quais 8.266.235 ha são ocupados por essas 53 Áreas Especiais, que correspondem a 34 Terras Indígenas, oito Unidades de Conservação Federais e 11 Unidades de Conservação Estaduais.
 
A coordenadora informou que foram analisados aproximadamente 12 milhões de hectares, dos quais 112.367,89 ha (1,0%) encontram-se antropizados (com presença humana). “Apesar do valor total em percentagem ser baixo, ao se analisar os dados como um todo, deve-se ater, principalmente, às estatísticas de cada Área Especial isoladamente, identificando-se aquelas que necessitam de maior atenção, e não somente ao percentual final de antropização encontrado para todas as Áreas Especiais estudadas, que aparentemente podem ser aceitáveis”, informou.
 
A necessidade de fazer o estudo, segundo o gerente do Centro Regional do Sipam Bruno da Gama Monteiro, foi após a criação do grupo de trabalho que estuda a situação ambiental da BR 319, e que conta com a participação de instituições estaduais e federais, entre elas o Sipam, Ibama, ICMBio, MMA/Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, DNIT e SDS.
 
“Somos participantes desse GT e percebemos que era necessário fazer o monitoramento dessas Áreas Especiais, que ficam ao longo da BR. Com este estudo vamos contribuir e munir as instituições que fazem parte do grupo de trabalho com informações a respeito do desmatamento nas Áreas Especiais da BR”, disse Monteiro.
 
O gerente do Sipam informou que o objetivo do estudo é monitorar o grau (nível) de desmatamento da área antes de sua completa pavimentação. “De posse desses dados vamos poder monitorar o desmatamento ao longo da estrada após sua completa construção. Vamos poder mensurar a questão do desmatamento nas Áreas Especiais da BR 319, que são as Terras Indígenas e Unidades de Conservação Estaduais e Federais”, afirmou.
 
Assessoria de Comunicação Social do Sipam
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