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Estação seca chega em grande parte da Amazônia

{mosimage}Os técnicos da meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) divulgaram o boletim com o prognóstico do clima para os próximos três meses na Amazônia Legal. Segundo eles, a estação seca já chegou em grande parte da Amazônia. Para o estado do Amazonas, nos meses de julho, agosto e setembro, o prognóstico climático está dentro dos padrões normais para o trimestre. Os máximos de chuva concentram-se no noroeste do Amazonas e no estado de Roraima, segundo a climatologia.

"O Sol no seu movimento aparente, encontra-se deslocado para o Hemisfério norte, e os valores máximos de chuva seguem esse movimento, dando início à estação de inverno no Hemisfério sul. Para a Região da Amazônia, essa estação é caracterizada pela diminuição das chuvas na porção central, sul e leste, e aumento das chuvas no extremo noroeste da região, que inclui o noroeste do Amazonas e o estado de Roraima", informou a meteorologista do Sipam Ana Cleide Bezerra.

Ainda de acordo com o boletim, as temperaturas nos próximos três meses devem ser acima da média em grande parte da Região Amazônica. São esperados eventos fortes de friagens durante o período, no entanto, apenas o sul do estado (Boca do Acre, Lábrea, Humaitá, Ipixuna) poderá sentir um ligeiro declínio nas temperaturas.

“Destaca-se o predomínio da massa de ar seco no Brasil Central, dificultando a formação de nebulosidade, favorecendo grandes amplitudes de temperatura e a umidade relativa do ar pode atingir valores abaixo de 30%, principalmente, nos estados de Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, sul do Pará e sul do Maranhão”, informou Ana Bezerra.

De acordo com a meteorologista, o monitoramento das águas subsuperficiais das áreas Oceano Pacífico (região em que é identificado o inicio de eventos de El Niño ou La Niña, sabe-se que esses fenômenos provocam variações nas condições do clima em grande parte do globo) mostram a ampliação de anomalias negativas com valores de até –4°C abaixo da média na área central do oceano Pacífico e costa oeste da América do Sul, atingindo cerca de 150 m de profundidade.”

“Com a manutenção desta região de águas mais frias que o normal, espera-se que ocorram alterações no padrão normal da circulação atmosférica, com reflexos inicialmente na porção norte da Amazônia oriental, que poderá apresentar um aumento no volume de chuvas. Com relação ao Atlântico tropical Norte, espera-se o predomínio de anomalias positivas de TSM, águas mais aquecidas que o normal, que poderá influenciar também o clima em grande parte da Amazônia, especialmente na porção norte, leste e algumas áreas do sul da região”, finalizou Ana.

O trimestre será mais chuvoso na porção norte do Maranhão, norte do Pará e Centro-Sul do Amapá em virtude das águas aquecidas no Atlântico tropical e resfriamento no Pacífico equatorial. Assim, as chuvas serão mais freqüentes no mês de julho na faixa litorânea do Maranhão e do Pará, devendo intensificar a freqüência de dias com chuva no oeste paraense a partir do final de julho, informa o meteorologista do Centro Regional de Belém, Marcio Nirlando.

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