Você está aqui: Página Inicial / Notícias / Encontro binacional discute implantação de Sipam peruano

Notícia

Encontro binacional discute implantação de Sipam peruano

{mosimage}Uma comitiva de militares e civis do Peru está em Manaus nesta semana para participar de treinamento técnico na área de processamento digital de imagens de radar e da 4ª Reunião de Trabalho Binacional Brasil/Peru, no Centro Regional do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). A atividade faz parte das ações de apoio que governo brasileiro desenvolve desde 2007 para implantação da versão peruana do Sipam, conforme prevê o Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Matéria de Proteção e Vigilância da Amazônia, firmado entre os dois países em agosto de 2003.
 

O documento estabelece os mecanismos que permitirão o acesso progressivo do Peru aos dados gerados pelo Sipam. Em contrapartida, o governo peruano deve comprar gradativamente do Brasil os meios tecnológicos e logísticos necessários ao uso dos dados sobre o controle e a preservação do meio ambiente, vigilância meteorológica, climatológica e territorial.

O Sipam é o responsável pelos cursos de capacitação de técnicos peruanos. Entre os benefícios que devem resultar da cooperação binacional estão o planejamento conjunto de redes de monitoramento hidrológico e o compartilhamento de informações que favoreçam a realização de estudos sobre impacto ambiental e desmatamento. O gerente do Centro Regional do Sipam em Manaus, Bruno Monteiro, disse à Agência Brasil que dez servidores do governo peruano treinaram nesta semana o sensoriamento remoto fornecido por técnicos da instituição.


Ontem (19) e hoje, o diretor-geral do Sipam brasileiro, Rogério Guedes, e representantes do Comando da Aeronáutica, da Agência Nacional de Águas, entre outros, receberam autoridades do governo peruano para acertar novos detalhes das atividades que estão sendo realizadas. A versão peruana vai se chamar Sipan, que significa Sistema de Proteção da Amazônia Nacional. As outras três reuniões já realizadas ocorreram duas vezes em Lima (Peru) e uma em Rondônia.

“A Amazônia não tem fronteiras. Entendemos que todos os países amazônicos devem se integrar para trocar informações e conhecimentos sobre cada um objetivando a promoção e o cuidado da região como um todo”, destacou Monteiro. O coordenador do projeto Sivam/Sipam peruano, Jorge Luís Cardich, lembrou que os dois países têm uma relação de unidade, considerando questões naturais. Ele citou como exemplo, o Rio Amazonas, que nasce no Peru e chega ao território brasileiro.


“A Amazônia tem uma continuidade que atravessa fronteiras diferentes. Os países amazônicos têm problemas em comum e que precisam da união dos governantes desses territórios para que sejam melhor resolvidos”. Brasil e Peru dividem aproximadamente 3 mil quilômetros de fronteira, entre os estados do Acre e do Amazonas. A Amazônia peruana se estende por 778,5 mil quilômetros quadrados, o equivalente a 61% da área do país.


Agência Brasil


Assessoria de Comunicação Social do Sipam
Telefone: 61-3214 0257
e-mail: comunicacaosocial@sipam.gov.br