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Desmatamento cai em MT, mas 12 mil hectares de floresta desapareceram em 2008

O desmatamento em unidades de conservação e terras indígenas do Mato Grosso diminuiu esse ano, de acordo com os dados do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProAE), do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). Em 2007, foram 103.152 hectares desflorestados, enquanto em 2008 foram registrados apenas 11.867 hectares. As informações foram obtidas através da coleta e interpretação de imagens de satélite de 69 terras indígenas, 41 unidades de conservação estaduais e 8 federais, além das 2 reservas particulares do estado.

São quase 17 milhões de hectares ou 170 mil km² (cerca de 18% do território mato-grossense) onde existem, por lei, restrições ao desmatamento. “Registramos desmatamento zero em quase trinta unidades, o que é extremamente significativo”, diz José Neumar da Silveira, gerente regional do Sipam. A redução na incidência de desmatamentos é positiva, mas o dano ainda ocorre onde se previa a conservação do meio ambiente. A maior alteração anual ocorreu nas terras indígenas, que desmataram 6,9 mil hectares. Dentre elas, Maraiwatsede e Zoró despontam com a maior porcentagem da área desflorestada.

Já as unidades de conservação estaduais, mesmo tendo reduzido a incidência de desmatamento em 2008 (4,6 mil hectares), têm a maior área devastada no acumulado dos anos, 20% de seu total ou 541,9 mil hectares. A APA Cabeceiras do Rio Cuiabá e o Parque Estadual Serra de Ricardo Franco são as mais atingidas, com 2,8 mil hectares e 765 hectares desmatados esse ano. Quanto às unidades federais, são 61 mil hectares desmatados desde 2005. Também nelas a redução foi significativa esse ano, saltando de 14 mil hectares, em 2007, para 254 hectares em 2008. A Estação Ecológica Iquê e o Parque Nacional do Juruena foram os mais atingidos.

Dados serão base para fiscalização


Mais de 50 representantes de órgãos públicos mato-grossenses e federais tiveram acesso ao resultado do estudo, nesta terça-feira, em Cuiabá. “Os dados, por virem de uma instituição de renome como o Sipam, darão respaldo e podem ajudar muito nas ações do estado”, revelou Afrânio Migliari, secretário-adjunto da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).  Ibama e Instituto Chico Mendes (ICMBIO) também pretendem utilizar as informações. “Sempre agimos emergencialmente, por isso, é bom ter em mãos esses dados macro para planejarmo e desenvolvermos ações em 2009”, explica Rodrigo Dutra, chefe de controle e fiscalização do Ibama-MT.

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