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Desmatamento cai 18% na Amazônia

Junto com os órgãos parceiros, Censipam participa de Operações contra o desmatamento na Amazônia.
Servidores do Censipam em uma das Operações contra o desmatamento na Amazônia.

Servidores do Censipam em uma das Operações contra o desmatamento na Amazônia.

A segunda menor taxa de desmatamento desde 1988 foi divulgada nesta quarta-feira (26/11) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em Brasília. Entre agosto de 2013 e julho deste ano, foram desmatados 4.848 Km2 do bioma, o que representa uma queda de 18 % em comparação aos 5.891 km2 registrados no período anterior.

Os números se referem ao Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). “Os últimos cinco anos registram as cinco menores taxas de desmatamento da Amazônia”, declarou Izabella.

As taxas divulgadas são estimadas com base na análise das fotos dos satélites Landsat e CBRS e cobrem áreas de até 6,25 hectares. Os números serão consolidados até o primeiro semestre de 2015 e submetidos a auditoria externa pelo governo brasileiro. Comparada à série histórica, que vem desde 1988, os números representam uma queda de 83% no desmatamento.

ESTADOS

Os índices caíram na maioria dos estados que compõem a Amazônia Legal. Historicamente marcado por elevadas taxas de supressão da vegetação, o Pará apresentou queda de 22% no desmatamento, quando comparados os 1829 km2 atuais com os 2346 km2 verificados no período anterior. A taxa mais expressiva ocorreu no Maranhão, com redução de 39%. Houve aumento somente em Roraima (37%) e Acre (41%).

Para Izabella, a queda decorre de fatores como o trabalho das equipes de fiscalização e a força-tarefa para a regularização ambiental dos imóveis rurais brasileiros, nos moldes da nova Lei Florestal. “Os números podem indicar, ainda, que muitas pessoas que apostavam na ilegalidade preferiram se regularizar a partir da implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR)”, analisou Izabella.

CLIMA e a retomada de uma tendência de redução.

Os novos números colocam o País mais próximo do cumprimento da meta voluntária estabelecida pela Política Nacional sobre Mudança do Clima, aprovada pelo Congresso  Nacional, que é de 36% a 39% projetadas para 2020. “Todo o trabalho da agenda de clima do Brasil está sendo feito”, destacou a ministra.

Na próxima semana, começa em Lima, no Peru, a 20ª Conferência das Partes (COP 20) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), onde representantes de mais de 190 países discutirão novas metas de redução dos gases de efeito estufa. “O Brasil tem condições para reafirmar a posição política de clima perante a comunidade internacional”, acrescentou Izabella.

Relise da Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – Texto de Lucas Tolentino e Paulenir Constâncio - Edição: Vicente Tardin.