Você está aqui: Página Inicial / Notícias / Chuvas são esperadas na Amazônia ocidental

Notícia

Chuvas são esperadas na Amazônia ocidental

Chuvas influenciam na subida do Rio Negro, que já atingiu a marca de 29,39 metros em julho de 2015. Censipam participa de coletiva de imprensa que discute o Terceiro Alerta de Cheia de Manaus, na Superintendência do CPRM, em Manaus.

Apesar da estação seca se iniciar na Amazônia, há previsão de chuvas acima do esperado no noroeste e oeste da Amazônia ocidental. A informação foi repassada pelo meteorologista do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) Ricardo Dallarosa durante coletiva de imprensa sobre o Terceiro Alerta de Cheia de Manaus, na Superintendência do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), na última segunda-feira (1).

De acordo com Dallarosa, o volume das chuvas na região recebe valores excedentes de precipitação sobre a Amazônia fora do Brasil (sul da Colômbia, leste do Peru e norte da Bolívia) e essa condição deve permanecer até as próximas semanas. A subida do Rio Negro depende também do represamento das águas do Rio Solimões.

"É importante observamos porque a expectativa de chuvas acima da média no rio Negro pode ser um fator determinante para que o nível do rio aqui em Manaus possa alcançar valores ainda mais significativos até esse momento”, destacou o especialista do Censipam.

A CPRM informou, durante a coletiva, que a previsão de cota máxima do Rio Negro para este ano subiu para 29,89 metros. O nível previsto está abaixo apenas da marca registrada em 2012 (29,97), quando a capital amazonense registrou a maior de sua história. Nesta segunda-feira, a cota do Rio Negro registrou 29,39 metros.

“Se chover dentro ou abaixo da média, é provável que essa previsão fique até, no máximo, 29,59 metros (previsão mínima de cheia). Se chover muito é possível que a previsão ultrapasse esse intervalo e atinja o nível de 29,89 metros (previsão de nível máximo). O rio Solimões continua represando o rio Negro, mas para o Solimões o nível é de pico de cheia, com tendência de descida. Isso também vai acabar impactando Manaus”, explicou o superintendente do CPRM, Marco Antonio Oliveira.

 “É difícil falar quando termina a cheia, mas é possível que ela se estenda até meados de junho. Se for uma cheia como as anteriores, esse período acima da cota de emergência pode chegar a mais de 70 dias – a contar do dia 20 de maio, quando o rio atingiu a cota de emergência. É provável que entremos o mês de junho em situação de emergência (cota de inundação)”, afirmou Oliveira. 

*com informações do G1