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Cheia do Rio Negro poderá chegar a 30,27, diz alerta da CPRM

Manaus (1/06/2012) - O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgou, nesta quinta-feira (31), o alerta de cheia do Rio Negro. Apesar do nível estar estável há três dias, com a cota de 29,97m, a previsão é que a marca chegue a 30,27 nos próximos 30 dias. Segundo o CPRM, o rio deve continuar a subir até o fim do mês de junho. 

De acordo com Superintendente do Serviço Geológico do Brasil, Marco Antonio Oliveira, o alerta máximo não deve ser superado. "O Rio tem que inundar uma área muito maior para atingir os 30 metros. Vai ser difícil o rio alagar uma área grande assim, que seria se ele estivesse dentro do seu leito, a subida do Rio Negro nos próximos dias vai depender da quantidade de chuvas registradas no interior do Estado”, disse. 

Para o órgão, as chuvas que têm caído ultimamente em Manaus não influenciam na subida do Negro, mas sim as ocorrências nos municípios. O chamado repiquete vai depender das chuvas nas calhas do Rio Negro. Se chover muito o nível poderá ter uma elevação rápida de alguns centímetros em Manaus.

Na reunião, o chefe da Divisão de Meteorologia do Sipam, Ricardo Dallarosa, falou sobre o cenário meteorológico atual, como o comportamento do clima e os fenômenos que estão influenciando o aumento das chuvas nesse período. Segundo ele, os próximos 3 meses apontam normalidade de chuvas. Dallarosa disse que o Sipam trabalha para analisar a condição das chuvas na região. Os trabalhos agora são sobre as influências da chuva nas calhas dos rios, onde os estudos são apontados não só da previsão das chuvas como da elevação dos rios.

"Estamos trabalhando com modelos, e reunimos as equipes e a expectativa é para que no futuro bem próximo a gente possa ter a previsão de elevação dos níveis dos rios em Manaus como para as cidades do interior", argumentou Dallarosa. 

O superintendente do CPRM explicou ainda que, o nível registrado em 31 de maio de 2009, ano da cheia histórica, marcou 29,08. A cota neste ano é de 29,97m. "Isso mostra que ainda pode aumentar o nível das águas, uma vez que em 2009 o nível do rio ficou estabilizado por 15 dias, até voltar a subir e atingir a cota máxima daquela época". 

Marcos Antonio chamou a atenção para o fato de que, apesar da estabilização do nível do rio, e o índice pluviométrico que pode inferir no mesmo, é necessário que as famílias ribeirinhas atingidas pela cheia, em mais de 80% do Amazonas, sejam retiradas das áreas alagadas. 

Enquanto a calha do rio Negro continua a encher, no município de Tabatinga, localizado na calha do rio Solimões, já está sendo verificada a vazante do rio. O mesmo se dá no Sul do Amazonas, onde segundo Marco Antônio, o pico da cheia também já teria atingido o seu ápice. 

A reunião contou com os representantes das Defesas Civil do Amazonas e do município de Manaus, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e da Secretaria Executiva Adjunta de Geodiversidade e Recursos Hídricos. 

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