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Censipam divulga informações de 1,3 milhão de km² de áreas especiais na Amazônia Legal

As informações relacionadas ao monitoramento de áreas desmatadas e antropizadas em 13 Unidades de Conservação e 16 Terras Indígenas nos Estados do Acre, Mato Grosso e Rondônia foram disponibilizadas pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

As informações relacionadas ao monitoramento de áreas desmatadas e antropizadas em 13 Unidades de Conservação e 16 Terras Indígenas nos Estados do Acre, Mato Grosso e Rondônia foram disponibilizadas pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia  (Censipam). Esses dados, de mais de 1,3 milhão de km², foram gerados no âmbito do Programa de Monitoramento de Terras Especiais (ProAE). Gravado em mídia digital-DVD, o arquivo de informações foi encaminhado hoje (30) pelo Centro Regional de Porto Velho às instituições parceiras, como Secretarias de Meio Ambiente, Defesas Civis, Ibama, ICMBio e Funai.

Os dados contribuem para identificar atividades irregulares nas áreas especiais, que são as Unidades de Conservação (UC) e Terras Indígenas (TI). “A partir do ProAE, que é uma ferramenta de monitoramento detalhada, é possível identificar processos de  desmatamento, como extração de  madeira, formação de trilhas para escoamento de madeira e pátios de estocagem”, afirmou o gerente regional do Censipam em Porto Velho, José Neumar. As informações do ProAE possibilitam gerar relatórios com estimativas de áreas desmatadas e com uso dos dados georreferenciados os órgãos parceiros planejam as operações de monitoramento e fiscalização com mais precisão.

O arquivo de informações apresenta cartas imagens e tabelas contendo estatísticas do desmatamento acumulado nos últimos oito anos. As cartas apresentam coordenadas geográficas de polígonos de desmatamento identificados nas áreas especiais. O sensor utilizado para extrair informações que compõem o cenário do desmatamento nas áreas especiais foi o OLI, a bordo do satélite Landsat-8. Além das áreas desmatadas, são identificados os carreadores (trilhas abertas na floresta para facilitar o acesso e o escoamento dos produtos madeireiros extraídos). No ProAE também são identificadas áreas antropizadas de pequenas dimensões, comuns principalmente nas TIs.

Os dados estão gravadas em formato shapfile (shp) e “kmz”, possibilitando a visualização no Google Earth. Esses formatos podem ser utilizados pela comunidade, independente de softwares comerciais e sem necessidade de conhecimento técnico especializado em Sistemas de Informações Geográficas (SIG) ou utilização de computadores de alto desempenho. Instituições interessadas nos dados do ProAE poderão requisitá-los pelo endereço eletrônico contato@sipam.gov.br ou gabinete.pv@sipam.gov.br .

Aquisição e processamento das imagens

As imagens do sensor OLI estão disponíveis gratuitamente no catálogo virtual (glovis.usgs.gov) do Serviço Geológico Americano – USGS, que disponibiliza produtos ortorretificados, conferindo celeridade ao processo de análise desenvolvido pelo ProAE.

A análise do desmatamento nas áreas especiais foi realizada através da interpretação visual das imagens de satélite. Inicialmente, foram realizadas composições coloridas R6G5B4, sobre as quais foram digitalizados os polígonos de desmatamento. De forma a auxiliar na identificação das áreas desmatadas, foram também utilizados os polígonos de desmatamento do ProAE de anos anteriores, bem como os polígonos de desmatamento do PRODES 2012.

Cabe ressaltar que o ProAE é um programa de monitoramento contínuo com cronograma anual. As alterações na cobertura vegetal ocorridas após os meses subsequentes à data de imageamento somente são consideradas no ano seguinte.