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Cartografia da Amazônia recebe mais R$ 2,7 milhões

{mosimage} O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), vinculado à Casa Civil da Presidência da República, repassou mais R$ 2,7 milhões para a execução do Projeto Cartografia da Amazônia. Nos cinco meses de 2010 o valor transferido foi de R$ 7,7 milhões. Desde o início das atividades, em 2008, já foram destinados ao projeto R$ 131,8 milhões, divididos entre os quatro parceiros: Aeronáutica, Exército, Marinha e CPRM. Isso equivale a 37,4% da previsão orçamentária do projeto, que é de R$ 350 milhões. Do total repassado, R$ 100,5 milhões foram para o custeio das operações e R$ 31,3 milhões investidos em aquisição ou modernização de equipamentos. Ainda este ano o Sipam poderá transferir mais R$ 42 milhões, dependendo do cronograma de investimento e ações.

Segundo o diretor de Produtos do Sipam e coordenador do Projeto, Wougran Soares Galvão, até o início de junho de 2010 o Exército coletou imagens de radar de 770 mil km² em área de floresta fechada, o que representa 70% da área total deste tipo de vegetação, com vazio cartográfico na escala 1:100.000. Isso equivale a uma área três vezes maior que o Estado de São Paulo, em uma região de floresta densa, de acesso e transporte muito difíceis. “O Exército já começou a treinar os técnicos responsáveis pelo processamento dessas imagens e deve concluir em outubro próximo a coleta de imagem nos 1,1 milhão de km² de floresta densa”, afirma Wougran.

Depois de concluída a coleta das imagens nas regiões de floresta fechada, Galvão acredita que o trabalho seja um pouco menos difícil, pois algumas áreas possuem estradas ou vias de acesso com menor quantidade de obstáculos naturais. “Serão mais 700 mil km² de imageamento, o que equivale à soma das áreas dos estados de Goiás e do Mato Grosso. O diretor do Sipam explica que, depois de processadas, as imagens servirão para elaborar cartas topográficas com informações sobre a altimetria da região (padrão do relevo, depressões, morros), além de identificar rios, estados, ocupações e outras questões relacionadas à infraestrutura da área.

Cartografia geológica

A CPRM, responsável pela coleta das informações geológicas, já produziu 82 cartas aerogeofísicas na escala 1:100.000. Até o final do ano outras 80 cartas devem ser elaboradas. O levantamento geológico na escala 1:250.000 já está em execução em 11 áreas (folhas), para produção de igual número de cartas geológicas. Dessas, três são no Amapá, três em Rondônia, duas no Tocantins, uma Pará, uma no Amapá e uma em Roraima. Isso equivale a uma área de 188,5 mil km² (quase o tamanho do Paraná). Também estão em produção mais nove folhas na escala 1:100.000, numa área equivalente a 27 mil km² (equivalente ao estado de Alagoas).

As cartas aerogeofísicas e geológicas contêm informações sobre potencial de exploração mineral, solos, rochas e estrutura de algumas áreas já cartografadas. Até a conclusão do Projeto, vários produtos cartográficos intermediários serão divulgados para subsidiar pesquisadores, empresas ou mesmo auxiliar na gestão pública.

Também avança o processo de construção das embarcações que farão a parte fluvial da Cartografia. Ainda este mês deve ser publicado o edital para construção das cinco embarcações que devem mapear os rios amazônicos. Pelo documento, os dois primeiro dos quatro navios menores devem ficar prontos em julho e outubro do próximo ano. A entrega dos demais esta prevista para janeiro e abril de 2012, e o navio maior até maio do mesmo ano. Os equipamentos que equiparão as novas embarcações já foram adquiridos e instalados provisoriamente em outros navios da Marinha, que estão atualizando cartas náuticas já existentes.

Segundo informações da Aeronáutica, já foi concluída a primeira etapa da modernização das aeronaves R99, com a substituição das unidades de gravação de dados SAR nos dois aviões. Com isso, melhora a qualidade das imagens coletadas, que passa a utilizar um novo processo de armazenagem das informações. Os aviões, que também são importantes para monitorar o desmatamento, ainda receberão novos equipamentos nos próximos meses.
 

Projeto de cinco anos

Lançado em 2008, o Projeto deve concluir em cinco anos as cartografias terrestre, geológica e náutica da Região Amazônica. Neste período, o Governo Federal investirá R$ 350 milhões. O principal objetivo é acabar com os vazios cartográficos na Região (na escala 1:100.000) e contribuir para o desenvolvimento e proteção da Amazônia. As cartografias auxiliarão no planejamento e execução dos projetos de infra-estrutura como rodovias, ferrovias, gasodutos e hidrelétricas, além da demarcação de áreas de assentamentos, áreas de mineração, agronegócio, elaboração de zoneamento ecológico, econômico e ordenamento territorial, segurança territorial, escoamento da produção e desenvolvimento regional.

As informações ainda ajudarão no conhecimento da Amazônia brasileira e na geração de informações estratégicas para monitoramento de segurança e defesa nacional, em especial nas fronteiras. O Sipam coordena o Projeto e os parceiros são o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e o Ministério de Minas e Energia, através da CPRM.

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