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Notícia

5 mil hectares em áreas de preservação foram desflorestados no Acre

O levantamento do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProAE) do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) constatou 67% de redução do desmatamento em Unidades de Conservação estaduais, federais e Terras Indígenas do Acre, em 2008, na comparação com o ano anterior. Até hoje, cerca de 160 mil hectares (do total de 16,5 milhões de hectares) dessas áreas especiais já foram desflorestados, sendo 4,7 mil registrados nesse último estudo.

A queda nos índices de desmatamento são positivas, mas ainda preocupam já que em Unidades de Conservação e Terras Indígenas a ampla maioria dos desmatamentos são ilegais. Nesses locais, só se permite por lei ações sustentáveis. Nesse ano, os dados foram positivos sobretudo nas Terras Indígenas. Enquanto em 2007 foram 5,6 mil hectares devastados, em 2008 foram apenas 657 hectares, uma redução de quase 90%. Já entre as Unidades de Conservação estaduais, A FERS Antimary teve destaque em números de desmatamento. Foram 728,7 hectares desmatados, o que somando aos anos anteriores, dá um total de 14% da área total já devastada.

As Unidades de Conservação federais, embora também tenham reduzido seus índices, foram as que mais apresentaram desmatamentos no período, 64% do total. Por ser a de maior área, a Reserva Extrativista Chico Mendes é também a mais desmatada, com 60 mil hectares derrubados, 1,2 mil somente em 2008. No evento Acre Ambiental, iniciado nesta segunda-feira em Rio Branco, o
Sipam apresentou os dados e entregou cópias dos resultados a autoridades presentes. A intenção é que o material sirva para adoção de ações de restrição aos crimes ambientais nessas áreas.

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