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Missões garantem a comunicação de comunidades isoladas

Todos os meses técnicos do Censipam percorrem quilômetros para chegar em locais afastados na Amazônia Legal. O objetivo é manter em funcionamento as 542 antenas de comunicação via satélite, que possibilitam sinal de internet, telefone e banco de dados, e que estão, muitas vezes, localizadas em locais de difícil acesso. O equipamento, em muitos casos, é a única forma de comunicação de uma comunidade, ressalta o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes. Desde janeiro, já foram realizadas 19 missões, reparando 126 antenas, e gastos R$ 64 mil. A perspectiva é que nos próximos 2 meses (agosto e setembro) ocorram mais 10 missões.

Na última semana, a servidora do Censipam Vitorinha Ouro percorreu mais de 340 quilômetros para chegar no principal grupo indígena da região de Guajará-Mirim (RO), que é denominado de "Pacaás Novos". Lá, 206 famílias (1.186 indígenas) das aldeias de Santo André, Rio Negro Ocaia e Soterio esperavam ansiosos a servidora para consertar a antena que leva comunicação para a comunidade indígena. Os Pacaás Novos vivem isolados na fronteira entre o Brasil e a Bolívia, sem luz elétrica e a única forma de comunicação é através da antena.

“Depois de 5 horas de viagem, pegamos um barco para conseguir chegar na comunidade indígena. Eles estão isolados. A antena é fundamental, pois ela é a única comunicação deles com a Funai”, ressalta Vitorinha. Neste mês também, servidores do Censipam percorram quase 5 mil quilômetros para consertar antenas nas cidades de Santa Cruz do Xingu, Santo Antônio do Leste, Gaúcha do Norte, Aragarças e Cocalinho (todas em Mato Grosso). Os equipamentos são cedidos para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para cadastrar famílias em programas sociais como o Bolsa Família. Ao todo são 166 equipamentos a serviço das políticas socais do MDS.

As antenas também têm ajudando a colocar em prática o Processo Eletrônico do Judiciário do Amazonas (Projudi), implantado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Projudi é um sistema de computador que permite a tramitação totalmente eletrônica de processos judiciais via internet, e que já foi implantado em vários estados brasileiros. Além das 61 antenas no Amazonas, localizadas em comunidades distantes, há mais 6 nos estados do Acre, Roraima e Amapá, contribuindo para o Produji.

Outras 29 antenas ajudam os militares do Exército a vigiar as fronteiras com os estados de Roraima, Acre Amazonas, Rondônia, Amapá e Pará. Um desses equipamentos, utilizados pela Delegacia de Polícia Federal em Epitaciolândia, no Acre, na fronteira com a Bolívia, é o responsável pelo funcionamento do Sistema de Emissão de Passaporte e de Controle do Tráfego Internacional, propiciando a obtenção de passaportes e certidões em prazos bem mais curtos. Ao todo, são 133 antenas ajudando na segurança da Amazônia e 84 na proteção ambiental. Outras estão ajudando em pesquisas, meteorologia, saúde, inclusão digital e ordenamento territorial.