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Censipam coordena integração de dados para combate a crimes ambientais na Amazônia

Especialistas em análise de dados e imagens de satélites desenvolvem trabalho pioneiro no combate a crimes em unidades de conservação e terras indígenas

Por Willian Cavalcanti

Especialista integram informações e dados a partir do Censipam

Especialista integram informações e dados a partir do Censipam

Brasília, 31/05/2020 - O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão do Ministério da Defesa, reúne desde o início de maio representantes de dez órgãos federais para a realização de um trabalho inédito: a integração de informações e dados visando ao combate a crimes ambientais na Amazônia Legal.

Dez agências, órgãos de segurança pública e de fiscalização ambiental escalaram especialistas em análise de dados e imagens de satélites para desenvolver um trabalho pioneiro no combate ao desmatamento e garimpo em unidades de conservação e terras indígenas.

Os técnicos trabalham em conjunto, reunindo sistemas e bases de dados de suas instituições para gerar informações sobre os ilícitos na Amazônia Legal. Além disso, utilizam imagens atualizadas e de alta resolução feitas por satélites ópticos e de radar de abertura sintética (SAR). As imagens de radar são extremamente eficazes na Amazônia, já que não sofrem interferência de nuvens.

“O Estado brasileiro já dispõe de uma grande quantidade de dados sobre a Amazônia. O que estamos fazendo é organizar melhor essas informações, de forma a se tornarem mais efetivas para o planejamento e emprego no combate às atividades ilícitas na região”, explicou o diretor-geral do Censipam, José Hugo Volkmer.

Durante a Operação Verde Brasil 2, o grupo produz, a partir do Censipam, um relatório técnico com análises dos alvos prioritários para atuação dos Comandos Conjuntos de Príncipe da Beira, Barão de Melgaço e Marechal Soares de Andrea. O Censipam também apoia as operações com drones e analistas de geointeligência, que atuam em campo fornecendo informações sobre os pontos de interesse.

“A partir desse trabalho pioneiro, estamos desenvolvendo uma metodologia que servirá de base para muitas operações futuras, o que otimizará as ações dos agentes de fiscalização. Com isso, teremos um melhor planejamento logístico e ganharemos em eficiência, com a economia de recursos públicos”, explicou Volkmer.

Além de servidores do Censipam, a equipe conta com representantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Agência Nacional de Mineração (ANM), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Fundação Nacional do Índio (Funai), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Serviço Florestal Brasileiro (SFB).