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Censipam e escritório da ONU buscam parceria para combate ao cultivo de drogas na Amazônia

Censipam busca intercâmbio com países amazônicos para o monitoramento de ações ilícitas com uso de imagens de satélite

Por Willian Cavalcanti

Diretoria do Censipam se reuniu com representantes do UNODC

Diretoria do Censipam se reuniu com representantes do UNODC

Brasília, 24/10/2019 – O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) recebeu, nesta quarta-feira (24/10), Kristian Hoelge, responsável pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) do Peru e Equador. O objetivo é desenvolver, em parceria, formas de combate ao cultivo e tráfico de drogas na fronteira amazônica.

O Censipam desenvolve iniciativas com instituições de ensino e órgãos públicos para criar um sistema que detecte plantações de coca e maconha utilizando imagens de satélite com radar de abertura sintética (SAR). A tecnologia SAR consegue captar imagens do terreno através das nuvens e pode ser utilizada durante dia ou noite.

O UNODC é um facilitador na ligação do Censipam com os países amazônicos para desenvolver trabalhos conjuntos para uso de tecnologias de monitoramento de cultivos ilegais. “Assim como vocês, acreditamos que o envolvimento de todos os países da região é a melhor forma de combater o problema. Esse enfoque preventivo do Censipam é muito importante”, disse Hoelge.

Segundo o representante da ONU, após uma queda na produção, nos últimos anos, houve uma retomada de cultivos ilícitos na região amazônica. Para ele, é preciso também realizar estudos do potencial de produção e análise de dados.

“Peru, Bolívia e principalmente a Colômbia têm uma expertise muito grande no monitoramento do cultivo de substâncias ilícitas e podem auxiliar o Censipam na análise e cruzamento de informações”, completou o representante da UNODC.

O diretor-geral do Censipam, José Hugo Volkmer, afirmou que a instituição está buscando vários parceiros para desenvolver a tecnologia de detecção. “Meu objetivo é que não haja cultivo de coca ou maconha na Amazônia brasileira. Precisamos unir esforços e trabalhar em conjunto com os vizinhos amazônicos para vencer esse problema”, disse Volkmer.