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Marinha busca parceria para monitoramento da Amazônia Azul

A intenção é realizar a integração entre o Sisgaaz e o Sistema de Proteção da Amazônia

Por Willian Cavalcanti

Subchefe de Inteligência Operacional do ComOpNav conheceu trabalho do Censipam

Subchefe de Inteligência Operacional do ComOpNav conheceu trabalho do Censipam

Brasília, 23/11/2018 - Visando à integração entre o Sistema de Proteção da Amazônia e o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaaz), representantes do Comando de Operações Navais (ComOpNav) da Marinha do Brasil (MB) estiveram no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), nesta sexta-feira (23/11), em Brasília (DF).

O Subchefe de Inteligência Operacional do ComOpNav, Contra-Almirante Ricardo Henrique Santos do Pilar, disse que a intenção é realizar a integração dos sistemas, principalmente no reforço da fiscalização dos rios na fronteira amazônica. “Uma das grandes deficiências atuais é o controle das calhas dos rios amazônicos. Nossa intenção é buscar a integração do Sipam com o Sisgaaz desde a sua origem”, afirmou.

O diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes, explicou que a instituição tem participado de discussões na Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), que tem utilizado a estrutura do Censipam em diversas operações. A comissão é composta por representantes do Ministério da Segurança Pública, Ministério da Defesa, Ministério da Fazenda, Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

O Contra-Almirante Pilar disse que a Marinha busca aperfeiçoar o Programa de Rastreamento de Embarcações da Navegação (Prenav), que permitirá o monitoramento de embarcações do transporte de passageiros e cargas em todo o país. “Queremos incrementar nossas atividades de inteligência, como a modernização dos sistemas de detecção de sinais HFDF e a integração de dados de inteligência. Precisamos otimizar esforços e evitar redundância”, afirmou o almirante.

“Os sistemas de monitoramento, inclusive de embarcações, estão evoluindo a cada dia. Hoje temos constelações de nano e microsatélites. A solução não é única. É preciso mix de sistemas que ofereçam diferentes resoluções de imagens e periodicidade diferenciada, por exemplo. É necessário também implantar um sistema de análises que pode, inclusive, abarcar diferentes instituições ao mesmo tempo”, afirmou o diretor do Censipam.

O assessor especial do Censipam, General de Divisão Pedro Ronalt Vieira, explicou que o Censipam busca promover o diálogo com os diversos operadores e usuários do Sistema de Proteção da Amazônia. “O conceito precisa ser bem discutido, buscando abranger todos os possíveis envolvidos na fiscalização, gestão e regularização dos serviços. Não pode ser uma coisa fechada”, disse.

Os representes da Marinha também demonstraram interesse no uso de satélites com radar de abertura sintética (SAR) para o monitoramento da Amazônia Azul. “O desafio de monitorar a Amazônia Azul é muito grande. Precisamos desenvolver sistemas de menor custo operacional para estabelecer um monitoramento sistemático”, completou o almirante.