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Notícia

Mapas de manchas de inundação ajudam no planejamento urbano e no ressarcimento de danos

O trabalho identifica o comportamento dos rios durante as enchentes ao longo dos anos.

O Censipam tem produzido mapas de manchas de inundação que apontam a probabilidade de subida dos rios na Amazônia. Os mapas são fundamentais para o planejamento urbano, pois, mostram o comportamento dos rios durante as enchentes ao longo dos anos. Em 2015, foram produzidos mapas para as cidades de Costa Marques, Porto Velho (Rondônia) e em Rio Branco (Acre), e disponibilizados na internet do Sipam (www.sipam.gov.br). No Amazonas, foram para as cidades de Manacapuru, Benjamin Constant, Parintins e na localidade de Cacau Pirêra, município de Irianduba.

Os técnicos do Sipam estão trabalhando para ampliar o produto para outras cidades que estão às margens do Rio Madeira e do Rio Machado, em Rondônia, e sofrem riscos de enchentes recorrentes. Eles estão produzindo os mapas para as cidades de Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Abunã, Pimenta Bueno, Cacoal e Ji-Paraná, todos em Rondônia. Municípios do Amazonas também entraram na lista, mas ainda não há definição das cidades contempladas com os mapas. 

Segundo a coordenadora Operacional do Centro Regional do Sipam de Porto Velho, Ana Strava, o mapa de manchas de inundação indica as áreas inundáveis com recorrência de 3,5,10 e 25 anos, permitindo identificar o comprometimento da infraestrutura urbana. Essa informação permite que os municípios comprovem, junto ao Ministério da Integração Nacional (MIN), o prejuízo de eventuais eventos extremos. Com isso, conseguem a liberação de recurso financeiro previsto em Portaria Interministerial do MIN e Ministério das Cidades e no Plano Integrado de Reconstrução e Prevenção de Desastres (PRPD).

O mapa de mancha de inundação é elaborado a partir de três análises: espacial do terreno, hidrológica para o tempo de recorrência e de risco de inundação. São utilizadas técnicas de geoprocessamento, ferramentas de SIG (Sistema de Informações Geográficas) e trabalho de campo. O estudo hidrológico é feito a partir do estudo estatístico das séries históricas da rede hidrométrica nacional. Para a confecção, também são utilizados os modelos digitais de Terreno e de Superfície, produzidos pelo Censipam ou fornecidos pelos interessados. No caso do município de Costa Marques, por exemplo, o contorno topográfico das áreas margeadas pelo Rio Guaporé foi contratado pela Defesa Civil Estadual de Rondônia.

O trabalho dos mapas de manchas de inundação do Censipam foi apresentado na 6ª reunião científica do Serviço de Observação SO HYBAM (Serviço de Observação dos Controles Geodinâmico, Hidrológico e Biogeoquímico da Erosão/alteração e da Transferência de Matérias nas Bacias dos rios Amazonas, Orinoco e Congo), em outubro de 2015, na cidade de Cusco, no Peru. A servidora do Censipam Edileuza Melo apresentou o trabalho, mostrando o resultado de identificação de áreas suscetíveis à ocorrência de inundações nos tempos de recorrências de 1, 3, 5, 10 e 20 anos da área urbana do município de Manacapuru no Amazonas.