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Entrega do navio hidroceanográfico reforça cartografia náutica da Amazônia

Cerimônia contou com a presença do ministro da Defesa, Jaques Wagner, que reforçou a importância das cartas náuticas para a segurança da navegação nos rios amazônicos. O navio faz parte do Projeto Cartografia da Amazônia, coordenado pelo Censipam

A cartografia náutica ganha mais um reforço na produção de cartas dos rios da Amazônia. Ontem (1), em cerimônia, realizada no Cais da Estação Naval do Rio Negro em Manaus, foi entregue à Marinha o navio hidroceanográfico fluvial (NHoFlu) Rio Branco,  construído com recursos do Projeto de Cartografia da Amazônia, que é coordenado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

A entrega do navio contou com a presença do ministro da Defesa, Jaques Wagner, da secretária-geral do MD, Eva Chiavon, do diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes, do Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, do Comandante de Operações Navais, Almirante-de-Esquadra Elis Treidler Öberg e demais autoridades municipais e estaduais.

O investimento, repassado através do Projeto, foi de R$ 48 milhões para construir o navio NHoFlu Rio Branco. O total de recursos, incluindo 4 avisos e mais o navio, foi de R$ 79,2 milhões, para a produção das cartas náuticas. A atualização ou produção de novas cartas náuticas é fundamental para a segurança da navegação na Amazônia. Segundo a Marinha, mais de 95% de todo o transporte comercial da região ocorre por meio dos rios e o transporte fluvial de passageiros movimenta anualmente 8,9 milhões de pessoas.

 “Temos que apostar nas hidrovias e aumentar a segurança das embarcações realizando a dragagem dos rios”, disse o ministro da Defesa, Jaques Wagner, durante a cerimônia. O diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes, ressaltou que os 4 avisos servirão, inclusive, para o sistema continuo de produção de cartas náuticas, já que os rios amazônicos estão em constante movimento. 

Iniciado em 2008, a Marinha, executora da cartografia náutica, já mapeou 5.600 quilômetros quadrados das principais hidrovias navegáveis da região nos estados do Amazonas, Acre, Tocantins, Amapá, Rondônia. Isso representa 32 novas cartas e 49 atualizadas, propiciando mais segurança à navegação. Para 2015, está na lista à continuidade do mapeamento nos rios Amazonas, Xingu, Tocantins, Trombetas, Solimões e Madeira.

Com cerca de 70% de conteúdo nacional, o NHoFlu “Rio Branco” teve seu projeto de concepção realizado pelo Centro de Projetos de Navios. A construção foi do Estaleiro INACE (Indústria Naval do Ceará), em Fortaleza, que demandou um incremento na capacidade tecnológica desse estaleiro na construção de navios militares e de pesquisa, gerando emprego e contribuindo para o fortalecimento da Indústria Naval.

O NHoFlu “Rio Branco” recebe esse nome em homenagem ao rio homônimo, que nasce no estado de Roraima, e tem sua foz no Rio Negro, e ao Barão do Rio Branco, que foi um grande diplomata e solucionou alguns conflitos de fronteiras, sendo considerado o patrono da Diplomacia Brasileira.

Sobre o Projeto Cartografia da Amazônia – Lançado em setembro de 2008, o Projeto da Cartografia da Amazônia pretende acabar com o vazio cartográfico em uma área de 1,8 milhão de quilômetros quadrados da Amazônia. Este vazio encontra-se distribuído nos estados do Amazonas, Pará, Amapá, Mato Grosso, parte do Acre, Maranhão e Roraima. O Projeto é composto de três subprojetos: Cartografia Terrestre (executado pelo Exército, e parte pela Aeronáutica), Cartografia Geológica (executado pelo Serviço Geológico do Brasil) e Cartografia Náutica (executado pela Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha).

As cartografias auxiliarão no planejamento e execução dos projetos de infraestrutura, além da demarcação de áreas de assentamentos, de mineração, elaboração de zoneamento ecológico, econômico e ordenamento territorial e segurança territorial.