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Embrapa vai compor grupo governamental de proteção da Amazônia

Coordenada pelo Censipam, equipe integrada já conta com a participação de 11 instituições

Brasília, 30/09/2020 – A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) deverá se juntar ao Grupo de Integração para Proteção da Amazônia (Gipam), coordenado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). O convite foi realizado ao presidente da Embrapa, Celso Moretti, em reunião realizada nesta quarta-feira (30/9), em Brasília (DF).

O objetivo é que a Embrapa possa somar a sua expertise às 11 instituições que compõem o grupo em ações de inteligência e operacional em prol do desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.

Segundo o diretor do Censipam, Rafael Costa, o Gipam foi criado para conter as ações de desmatamento ilegais, mas os resultados foram tão positivos que o grupo será perenizado. Nos quatro meses de atuação, foram elaborados mais de 30 relatórios, que apontaram as áreas prioritárias para atuação de militares e agências no combate a crimes ambientais na Amazônia.

A ideia é que a Embrapa agregue a sua experiência nas áreas de inteligência, a partir de ações de monitoramento por satélite e georreferenciamento e em atividades de pesquisa e inovação, com foco no desenvolvimento sustentável do bioma.

Um dos intuitos da equipe coordenada pelo Censipam é fortalecer o projeto TerraClass, estruturado em 2010 para qualificação do desmatamento observado na Amazônia Legal. Os produtos gerados pelo TerraClass oferecem subsídios para a definição de ações governamentais referentes ao desenvolvimento da produção agrícola nacional com bases sustentáveis, à preservação da biodiversidade nacional e à manutenção da qualidade dos serviços ambientais.

Também participaram da reunião representantes da Vice-Presidência da República, Coronel Lima Júnior e Israel Pinheiro, além do diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville.

O Gipam é uma das ações da Subcomissão de Integração de Sistemas do Conselho Nacional da Amazônia Legal, que equipe atua em três eixos principais: preservação, proteção e desenvolvimento sustentável. Para isso, o Gipam conta hoje com representantes de 11 instituições: Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Agência Nacional de Mineração (ANM), Censipam, Fundação Nacional do Índio (Funai), Ibama, ICMBio, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Bioeconomia é um dos caminhos para o desenvolvimento sustentável da região

A diretoria da Embrapa também apontou a bioeconomia como a área com maior potencial na Amazônia. “A bioeconomia de ponta atua na detecção e caracterização de novas moléculas em plantas, animais e microrganismos, que podem impulsionar a descoberta de novos produtos nas áreas de fármacos, cosméticos, entre muitas outras. O objetivo é investir nessa capacidade para atrair indústrias de base biológica para a região”, disse o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville.

Com esse propósito, foi lançado este ano o Plano Embrapa de Bioeconomia para a Amazônia, que atuará em três fases: inteligência estratégica para definição de prioridades e metas, indução de ações e projetos integrados nacional e internacionalmente, e incentivo a ações de transferência de tecnologias e capacitações.

“Mas, acima de tudo, temos a certeza de que a Empresa reúne condições de infraestrutura e expertise técnico-científica para fazer entregas rápidas e robustas à sociedade na área de bioeconomia”, destacou o presidente da Embrapa.