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| ADIMB quer acompanhar projeto de Cartografia da Amazônia |
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| Notícias Sipam | |
| 22-Set-2008 | |
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Na última sexta-feira (19), o diretor-geral do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Marcelo Lopes, acompanhado do diretor de produtos Wougran Galvão, recebeu o secretário executivo da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (ADIMB), Onildo João Marini, que queria informações sobre o Projeto Cartografia da Amazônia. A entidade quer acompanhar o trabalho e já convidou o diretor-geral do Sipam para dar uma palestra na reunião mensal da Sociedade Brasileira de Geografia, em Brasília. Também ofereceu a doação de 74 cds com 540 folhas de mapas digitais da cartografia que foi realizada na Amazônia nos anos 70 pelo projeto Radam. Durante a reunião, Lopes explicou que o Projeto da Cartografia se divide em três sub-projetos: cartografia terrestre, náutica e geológica. Para isso, o governo federal investirá R$ 350 milhões nos próximos cincos anos. “Nossa proposta é acabar com os “vazios cartográficos”, contribuindo no desenvolvimento e na proteção da região amazônica”, afirmou. Argumentou que dos 5,2 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia Legal, 1,8 milhão de quilômetros quadrados não há informações cartografias terrestres, o que corresponde a 35% da região. Marini elogiou a iniciativa do governo de acabar com os “vazios cartográficos” e ressaltou que a cartografia geológica desperta grande “interesse do setor privado que quer investir em pesquisa mineral”. Lopes complementou que estudos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) estimam que a cartografia geológica poderá atrair R$ 1,1 bilhão da iniciativa privada em pesquisa. “Esse Projeto tem uma demanda imediata”, ressaltou Marini. As cartografias vão auxiliar no planejamento e execução dos projetos de infra-estrutura como rodovias, ferrovias, gasodutos e hidrelétricas, além da demarcação de áreas de assentamentos, áreas de mineração, agronegócio, elaboração de zoneamento ecológico, econômico e ordenamento territorial, segurança territorial, escoamento da produção e desenvolvimento regional. As informações ajudarão no conhecimento da Amazônia brasileira e na geração de informações estratégicas para monitoramento de segurança e defesa nacional, em especial nas fronteiras. Dos R$ 350 milhões, R$ 85,4 serão destinados a investimentos como a modernização dos sistemas de aquisição e processamento de dados de aeronaves especializadas em sensoriamento remoto, software e hardware para o tratamento e processamento dos dados e imagens, capacitação de recursos humanos e a construção de 5 navios hidrográficos para realizar a cartografia náutica. O projeto está sendo discutido há dois anos. Sua conclusão está programada para 2012 e nesse ano já foram investidos R$ 33 milhões. O trabalho é coordenado pelo Sipam, órgão ligado a Casa Civil da Presidência República, e os executores são o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e o Ministério de Minas e Energia. Ascom/Sipam |
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