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| Belém vai enfrentar vendaval e granizo até o fim do ano |
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| Sipam na Mídia | |
| 27-Out-2010 | |
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O vendaval que destelhou casas e danificou árvores na segunda-feira, em Belém, pode se repetir hoje. As condições meteorológicas para as ventanias ocorrerão durante a tarde, segundo previsão do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). Massas de ar quente e de ar frio se encontrarão, causando trovoadas e deslocamento de ar semelhantes aos verificados no conjunto Catalina, nesta semana. E é provável que o fenômeno se repita outras vezes até o fim do ano, junto com chuva de granizo. Ventos fortes ocorrem quando massas de ar com temperaturas muito diferentes se encontram, explica José Raimundo, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As condições continuam propícias para o fenômeno porque o ar em Belém permanece seco e, eventualmente, uma frente de ar frio se encontra, formando nuvens grossas chamadas de cumulusnimbus. A maior possibilidade de isso ocorrer é quando há dias sem chover, o que torna o clima menos úmido. Foi o que ocorreu na última segunda-feira, após cinco dias sem precipitação pluviométrica na cidade. Nesse dia, o Corpo de Bombeiros registrou sete pedidos de cortes de árvores danificadas pelo vendaval em Belém. Até o início do inverno, em dezembro, devem continuar a ocorrer de três a sete dias sem chuvas, seguidos de tempestades torrenciais, raios e ventanias de 60 a 70 quilômetros por hora, como foi constatado pelo Inmet. Nos últimos dois meses, houve duas mortes por raios (em Parauapebas e Tucuruí), conta José Raimundo. E a última forte chuva não foi exclusiva em Belém; também atingiu Moju, Tailândia e Tucuruí, pois a nuvem causadora era extensa, cobrindo boa parte do Estado. Uma das características das nuvens formadas nesta época é que seu topo é alto, a mais de 10 quilômetros da superfície. Assim, a parte superior fica com temperaturas entre -50º e -70º, ideal para a formação de gelo. Quando as nuvens são desfeitas em chuvas, explica José Raimundo, existe a possibilidade de o gelo não derreter até chegar ao chão, criando o fenômeno conhecido como chuva de granizo. ‘Estamos acompanhando todo o cenário atual e comparando com o que já ocorreu antes. A situação do clima hoje é parecida com o que aconteceu de 1948 a 1976 no Pará’, compara. Em setembro, choveu menos 30% do que a média, mas, em compensação, este mês o índice está 30% maior. Para prever a incidência de ventanias, o meteorologista dá dois sinais que favorecem ventos fortes: dias seguidos sem chuva e trovoadas muito fortes. O Liberal |
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