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| Sipam na Mídia | |
| 27-Out-2010 | |
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Este ano o período chuvoso vai se antecipar do final para o início do mês, garante o Sipam A Rede Estadual de Previsão Climática e Hidrometeorológica é formada por meteorologistas do Sipam, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Márcio Lopes explicou, com relação às condições oceânicas, um dos principais moduladores do clima, que a Rede observou que desde junho até outubro ocorre um resfriamento das águas do Pacífico Equatorial, e como se trata de um período longo caracteriza-se o fenômeno La Niña. Esse fenômeno deverá persistir por mais três meses. "O La Niña favorece o aumento de chuvas na Amazônia Oriental, incluindo o Estado do Pará, e então a gente deveria ter mais chuva acima do normal em grande parte do Estado, mas isso não ocorre. Somente em alguns lugares, como a Grande Belém, o Nordeste e o Oeste do Estado, a região de Itaituba e a área da Calha Norte, porque, em contrapartida, o Atlântico está com suas águas mais quentes do que o normal, e aí temos situações como a do oeste do Estado, em que há chuvas fortes eventuais, mas ocorre a estiagem dos rios porque falta chover nas cabeceiras, o que vai ocorrer no período invernoso", afirma Márcio. No trimestre passado, choveu mais na área da Calha Norte, parte do Nordeste e no Arquipélago do Marajó. O Sul do Estado tem sido atingido pela estiagem, o que contribui para as queimadas de áreas verdes. Foi verificada temperatura elevada no sudeste e no leste do Pará, com a máxima de 3º acima da média. Conceição do Araguaia, por exemplo, chegou a ter 39º. Belém apresentou 35º, contra uma média da capital paraense de 32º. Para o trimestre que vai de novembro a janeiro, o Baixo Amazonas, o nordeste, o sudoeste, o Marajó e a Grande Belém irão apresentar mais chuvas que o normal (a taxa de normalidade varia de município para município). Nas demais regiões, haverá chuvas normais. "No verão amazônico, as chuvas ocorrem mais no final da tarde, e no inverno amazônico, elas incidem ao longo do dia, ou seja, em outubro tivemos chuva acima do normal, mas não era inverno, e assim será em novembro, com temperatura normal em Belém, o inverno ocorrerá mesmo em dezembro, no começo deste mês e não no final dele", diz Márcio Lopes. Óbidos deve decretar estado de emergência nos próximos dias A estiagem tem castigado os municípios da região oeste do Pará. Segundo o Sipam, o fenômeno conhecido como El Niño influenciou o regime pluviométrico, provocando a diminuição do volume de chuvas nas principais bacias que contribuem para o nível do rio Amazonas. Como consequência, vários igarapés secaram e o volume de água dos rios caiu. Nesta semana, muitas prefeituras pretendem decretar estado de emergência para conseguir ajuda às populações atingidas, que sofrem com a falta de água potável, de alimentos e dificuldade de acesso. "Para se ter uma ideia da gravidade do problema, em pleno rio Amazonas você ‘dá pé’. Em terra a situação é muito mais complicada, porque os igarapés estão completamente secos. O sustento da família fica comprometido nesse momento", afirmou Jaime Silva, prefeito de Óbidos e presidente da Associação dos Municípios da Calha Norte (Amucan). Segundo Jaime, somente em Óbidos cerca de 25 mil pessoas foram atingidas pela estiagem, ou seja, mais da metade da população do município, estimada em 48.429 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)."Tanto eu quanto os moradores avaliamos esta como uma das maiores secas que já atingiu a região. Tem dado umas pancadas de chuva, mas evapora com uma facilidade incrível", disse. Para minimizar o problema, uma bomba d’água no valor de R$ 2 mil foi adquirida pela prefeitura de Óbidos. O equipamento começou a funcionar ontem, retirando água do rio Amazonas e distribuindo para comunidades que sofrem com a seca. Mas o prefeito alega que os recursos são escassos. "Vamos precisar de ajuda de fora. Vamos decretar estado de emergência em função do isolamento, da falta de água e dificuldade de alimentação", justifica. O Sipam explica que o fenômeno é natural. "Tem chovido na região. Porém, de forma isolada. A questão é que o volume de chuva foi abaixo do normal, não permitindo que os rios alcançassem os níveis normais durante a cheia e recessão", explica Márcio Lopes. Segundo ele, há registros de estiagens mais severas, como as ocorridas em 1926, 1963, 1997 e 2005. A previsão é que a recuperação dos níveis de água dos reios comece a ocorrer a partir da primeira quinzena de novembro. Amazônia |
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