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| Focos de queimada crescem 100% no Pará em um ano |
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| Sipam na Mídia | |
| 27-Ago-2010 | |
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Os focos de queimada aumentaram 100% no Estado do Pará, comparado com o ano de 2009. Os índices, somente no período de 1º de janeiro a 25 de agosto, chegam a alcançar números alarmantes de 6.465 focos de queimadas em todo o Pará. No ano anterior o número registrado para o mesmo período foi de 2561. Esses dados foram divulgados pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com o meteorologista Rodrigo Braga do Centro Regional do Sipam em Belém, essa quantidade maior no número de focos tem acontecido pelo fato de muitos dos principais Estados com queimadas, como Mato Grosso e Tocantins, estarem há muitos dias sem chuva. “Os Estados que fazem fronteira com o Pará estão há quase três meses sem chuva. O tempo seco e os ventos tem contribuído para aumentar o problema”, comenta Braga. Ainda de acordo com o meteorologista, os principais focos no Estado encontram-se no Sudeste do Pará, onde atividade de agricultura é mais forte. Para Braga, as queimadas para preparação do solo são um dos principais causadores desses focos. “Os agricultores iniciam as queimadas para fazer pasto, acreditando que podem controlar o fogo. Mas com a baixa umidade e os fortes ventos, o fogo acaba tomando proporções muito maiores”, diz. Além das queimadas, o país ainda sofre com as fumaças causadas pelos focos. As regiões sul e sudeste são as mais prejudicadas. Segundo Braga os padrões dos ventos no Brasil empurram a fumaça para essas regiões. “Além dos ventos ajudarem, a população ainda sofre com a umidade baixa que contribui para a concentração da fumaça que não consegue se dispersar”, completa o meteorologista. O pesquisador do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Alberto Veríssimo, afirma que os principais prejuízos causados por essas queimadas são: a perda de florestas, contribuindo para o desmatamento, a morte de animais, e assoreamento dos rios. Além desses problemas ambientais, Veríssimo ainda comenta os danos causados aos homens. “As elevadas temperaturas, problemas de saúde, sem contar com transtornos de fechamentos de aeroportos e a destruição de áreas produtivas”. Segundo Veríssimo esse ano poderá ser um dos piores anos desde 2007, onde foram registrados 12.892 focos de queimadas. Para ele os meses de setembro, outubro e novembro deverão ser piores do que o mês de agosto, onde será consolidado um número muito maior do desmatamento. Diário do Pará |
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