Prejuízos da seca em discussão PDF Imprimir E-mail
Sipam na Mídia
13-Jul-2010

Desde ontem à tarde, representantes de órgãos federais, estaduais, Defesa Civil, empresas de abastecimento de água e Secretaria Municipal de Meio Ambiente estão reunidos no auditório do
Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), para planejar ações de prevenção contra os efeitos da baixa do nível do Rio Madeira e dos focos de queimadas nas regiões Norte e Centro-Oeste. A ideia é
criar ao final do evento uma rede inédita de monitoramento nos Estados de Rondônia, Acre e Mato Grosso para as emissões de poluentes nas cidades amazônicas, que serão mapeadas em ações
conjuntas.

De acordo com a coordenadora operacional do Sipam, Ana Strava, esta reunião já ocorre desde 2005, sempre no início da estação da seca, aonde os representantes dos diversos órgãos apresentam a
situação de cada Estado, para que juntos eles possam atuar de acordo com as informações disponibilizadas. Ela informa que neste ano o período da seca poderá ser mais prolongado, devido à
escassez das chuvas, deixando algumas populações ribeirinhas sem comunicação. No primeiro dia de evento foram apresentados os relatórios anuais dos focos de calor e o diagnóstico das queimadas
com base de 2009 e elaborado um prognóstico climático para os próximos três meses.

Para hoje está prevista uma apresentação do engenheiro hidráulico da CPRM, Júlio César Kunzler, que irá falar sobre as condições atuais dos rios e das perspectivas para meados de setembro, quando
a estiagem atinge um ponto crítico. Ontem a medição do nível do Rio Madeira registrou 4.93 metros. A diminuição do volume da água torna a navegação muito perigosa no Madeira, com o aparecimento
de bancos de areia.

Durante a reunião foram apresentadas ações de prevenção e divulgada uma agenda para o período de estiagem nos três Estado. Um levantamento das comunidades em risco de abastecimento vai
permitir que se façam ações conjuntas em casos de necessidade. “A nossa grande preocupação é com o Rio Mamoré em Guajará-Mirim que desceu cinco metros neste ano, já que normalmente o rio
não costuma descer tanto”, disse.

Abuna

César alerta que se continuar nessa escassez de chuva e não houver repiquete, o Rio Madeira pode chegar ao nível de 1.63m, como ocorreu em 2005, fato grave e preocupante. Ele afirma que nas
proximidades de Abunã o nível do Rio Madeira é o mais baixo dos último 30 anos, atingindo 7.84 metros.

Segundo o coordenador geral de Qualidade do ar do Ministério do Meio Ambiente, Rudolfo Noronha, ao fim deste evento será possível criar um plano de enfrentamento da seca, uma ação inédita que
vem sendo planejada desde o ano passado, por meio de uma articulação de uma rede de monitoramento e uma ação efetiva no controle da poluição nas cidades, através do governo dos três
Estados.

Diário da Amazônia

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