Consulta pública cria propostas ambientais PDF Imprimir E-mail
Saiu na Midia
14-Abr-2010

O processo de consulta pública aos princípios e critérios para a Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação Florestal (Redd+) começa a ser feito a partir de hoje na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na travessa Barão do Triunfo, bairro do Marco.  O evento segue até o dia 15, sempre das 8 às 18 horas.

Realizado pelo Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), o processo de consulta é feito com o objetivo de reflexão e criação de condições para que o Redd não resulte em impactos negativos socioambientais.  Documentos elaborados no ano passado por um grupo multissetorial formado por representantes do movimento social, indígena, ambientalista e do setor privado, que apontaram as diretrizes para iniciar a elaboração dos princípios são a base das consultas realizadas hoje.  Entre os participantes estão lideranças indígenas do Estado do Pará, Amapá, Maranhão e Tocantins.

O conjunto estrutural necessário para que essas oportunidades sejam traduzidas em reduções efetivas de desmatamento, benefícios a conservação da biodiversidade e ao social aos direitos das populações tradicionais passam por estabelecimentos.  O receio do GTA é de que os projetos de carbono e os programas governamentais gerarem impactos indesejáveis às populações tradicionais caso não reduzam as taxas de desmatamento.

O processo de consulta realizado hoje propõe capacitar lideranças indígenas dos povos da floresta como índios, seringueiros e ribeirinhos aos assuntos relacionados às mudanças climáticas dos e o Redd.  Dessa forma, o evento colhe sugestões e recomendações que serão considerados na versão final dos princípios e critérios socioambientais do Redd+.  A atividade conta com o apoio do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), com o apoio da Fundação Packard.

O Liberal

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