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| Operação combate extração ilegal de madeira na região do rio Guamá |
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| Sipam na Mídia | |
| 14-Abr-2010 | |
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Órgãos federais integrantes da Comissão Interministerial de Combate aos Crimes e Infrações Ambientais (CICCIA) iniciaram, ontem de manhã, a "Operação Delta", de combate ao desmatamento e ao comércio ilegal de madeira na Região Metropolitana de Belém. Além da zona portuária, Marituba, Benevides, Ananindeua e Santa Bárbara também estão na rota da fiscalização, que identificou, após cinco meses de investigação, 66 empresas suspeitas de praticar irregularidades na compra e na venda de produtos florestais, ao longo do leito delta do rio Guamá. Ontem à noite, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) divulgou que 5 mil metros cúbicos de madeira suspeita foram localizados no delta do rio Guamá, Outros 2 mil metros cúbicos estavam armazenados em uma clareira aaberta na floresta em Munirim, a 60 quilômetros de Belém. Os supostos proprietários foram notificados pelo Ibama a comprovar a origem da madeira, que poderá ser apreendida. Pelos próximos 15 dias, uma força-tarefa de 370 agentes, composta pela Polícia Federal , Ibama, Receita Federal, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Força Nacional e Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), vai fiscalizar importantes madeireiras do Estado e cumprir 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Belém. Na primeira investida da operação, com apoio de dois helicópteros e três lanchas velozes, cerca de 370 homens ocuparam ontem de manhã, simultaneamente, os pátios de 15 madeireiras, todas instaladas no delta do Guamá, um dos maiores pólos madeireiros do País. As empresas foram apontadas por investigações realizadas desde novembro de 2009 como as que mais "esquentam" madeira de desmatamento em toda a Amazônia Legal. A fraude acontece por meio da inclusão de créditos falsos no Sisflora. Todos os empreendimentos estão tendo seus estoques de madeira serrada e em tora medidos por 28 equipes de agentes federais e, posteriormente, os resultados serão confrontados com as quantidades declaradas no sistema de controle ambiental. O Liberal |
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