Ibama relaciona ferro gusa ao carvão ilegal e apreende 27,7 t da Sidepar no Pará PDF Imprimir E-mail
Saiu na Midia
30-Mar-2010

Fiscais do Ibama na Operação Corcel Negro apreenderam ontem 27,7 toneladas de ferro gusa fabricado com carvão ilegal pela Sidepar Siderurgia do Pará, em Marabá, no sudeste do estado.  A siderúrgica, a maior do setor no ranking paraense, também teve seu acesso ao Sisflora bloqueado e foi multada em R$ 38 mil.  Até a suspensão da sanção pelo Ibama, a indústria está impedida de adquirir produtos florestais.

A Sidepar foi flagrada na quarta-feira (24/03) inserindo dados falsos no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), ao confirmar a chegada na empresa de dois caminhões carregados com 170 metros de carvão e receber o crédito correspondente.

Os veículos e o carvão, no entanto, estavam apreendidos pelo Ibama.  Dias antes, eles foram retidos por falta de licença para o transporte de carga perigosa e por estar em desacordo com a autorização para transporte florestal, e nunca poderiam ter descarregado na siderúrgica.

“O carvão que entrou na Sidepar era irregular.  Ela recebeu um produto fabricado com a destruição da floresta amazônica como se fosse o legalizado.  Se os caminhões com as cargas legais não entraram no pátio, então, ela fraudou o sistema de controle estadual”, explica o coordenador da Corcel Negro, Paulo Maués.

Falta de rigor

Segundo Maués, ficou comprovada a falta de rigor da Sidepar quanto à origem do carvão que utiliza.  “O carvão ilegal é um dos vetores do desmatamento.  Um grande consumidor do produto como o setor siderúrgico precisa ter controle sobre seus fornecedores, sob o risco de queimar a floresta amazônica para alimentar seus fornos”, diz ele.

O ferro gusa apreendido pela Corcel Negro corresponde a 60 metros do total inserido irregularmente pela Sidepar no Sisflora, já que para cada tonelada de gusa produzido se utiliza 2,2 metros de carvão.  O ferro gusa equivalente aos outros 110 metros foram retidos pelo Ibama hoje.  “A empresa usou carvão de desmatamento para produzir esse ferro gusa.  Logo, ele não tem origem legal.  É fruto de um crime ambiental”, afirma Maués.

Operação nacional

A Corcel Negro começou na segunda (22/3) com cerca de 220 fiscais do Ibama.  Ela é a maior ação de combate à produção, o transporte e o consumo ilegal de carvão já organizada no país.  Os alvos da operação se espalham pelos principais estados produtores e consumidores de carvão irregular: Pará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A Operação Corcel Negro conta com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, do Ministério do Desenvolvimento Social, Eletrobrás, Eletronorte, Furnas e Promotorias Estaduais e Municipais.

Ibama

© 2012 Portal Sipam. Esta página foi visitada 7413179 vezes.
Sipam - Sistema de Proteção da Amazônia
Telefone: (61) 3214 0202 Fax: (61) 3214 0272 E-mail: contato@sipam.gov.br
Setor Policial Sul, Área 5, Quadra 3, Bloco K
CEP: 70610-200, Brasília, DF.
CNPJ: 07129796/0001-26

Estatísticas de acesso ao Portal - SIPAM