Prefeitura e Sipam vão monitorar igarapés na capital PDF Imprimir E-mail
Sipam na Mídia
01-Fev-2010

A Prefeitura de Porto Velho em parceira com o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) inicia trabalho de mapeamento e monitoramento da bacia urbana da capital - os igarapés que cortam a cidade. O objetivo é minimizar o sofrimento das famílias que moram em áreas de risco e constantemente são atingidas pelas alagações causadas pelas chuvas. Diversas secretarias e órgãos municipais estão envolvidos no projeto, que também estabelece ações de educação ambiental para evitar que lixos e entulhos sejam jogados nos igarapés pela população, fato que só agrava o problema nesse período chuvoso.
 
O Projeto de Gestão em Bacias Urbanas de Porto Velho, como foi denominado, já está em execução, conforme explica a diretora do departamento de gestão urbana da Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla), Fernanda Rocha. “Nessa primeira fase tivemos a elaboração do projeto por parte do Sipam e o envolvimento institucional dos órgãos municipais, sob a coordenação do secretário Boris Alexander Gonçalves (Sempla), para dividir responsabilidades e explicar como vai funcionar na prática”, disse.
 
Para fazer o monitoramento do nível das águas pluviais, o Sipam irá instalar equipamentos e sinalizadores em diversos pontos de riscos previamente mapeados, fará o processamento dos dados e acompanhará a “alimentação” das bacias, inclusive com auxílio de radar. Esse trabalho irá fornecer informações quantitativas confiáveis, essenciais para aplicação de medidas urgentes em caso de desastres naturais.
 
“O projeto parte do princípio que uma vez conhecida ou prevista a precipitação com antecedência de poucas horas, dentro de nível de confiança maior, será possível a intervenção dos órgãos municipais para se evitar problemas maiores. O trabalho deverá ter grande importância para a mitigação de desastres naturais, resultando em melhorias sócio-econômicas diretas”, explicou Fernanda Rocha.
 
Parcerias
 
Ainda segundo Fernanda Rocha, o projeto é encabeçado pelo Sipam e pela Sempla, com a colaboração da Semob, Semed, Semur, Sempre, Semusb, Sema, Defesa Civil, empresas ligadas ao Consórcio Santo Antônio Energia, estagiários da Faro e Unir. Estão previstas instalações de pluviômetros (equipamentos para monitorar o nível das águias pluviais) em escolas públicas e réguas no leito dos igarapés, retirada da população das áreas de risco, caso seja necessário e realização de campanhas educativas.
 
O mapeamento dos igarapés permitirá o planejamento das ações preventivas por parte da Prefeitura, em caso de enchentes. Além disso, cada órgão irá atuar de acordo com sua especialidade. A Semed e a Sema, por exemplo, ficam responsáveis pelo trabalho de educação ambiental nas escolas situadas nas proximidades das áreas de risco.

Diário da Amazônia

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