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Sipam na Mídia
27-Jan-2010

Ciência e informação podem ajudar a reduzir a miséria na Amazônia

Além da educação e da geração de pesquisas científicas, a Amazônia e sua população também precisam interagir com o mundo para se desenvolverem de forma sustentável. Para isso, é preciso estimular o uso da internet nos mais distantes rincões da região.

Um passo nesse sentido está sendo dado pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), ligado à Casa Civil da Presidência da República, que investiu R$ 9 milhões na compra de 1.033 terminais VSAT (sigla em inglês: Very Small Aperture Terminal) que vão garantir acesso à banda larga da internet a órgãos municipais, estaduais e federais instalados na região.

A rede de comunicações VSAT foi idealizada no final dos anos 80 com o objetivo inicial de integrar unidades separadas por longas distâncias e tem sido utilizada comercialmente há dez anos. A sigla refere-se a qualquer terminal fixo usado para prover comunicações interativas, ou recepção apenas, sempre passando pelo satélite qualquer transmissão terrestre até o receptor.

Na Amazônia, os terminais se constituem, a grosso modo, uma antena parabólica e um terminal com modem e duas hubs, que vão começar a ser instalados ainda no primeiro semestre deste ano. O primeiro alvo do projeto do Sipam é a substituição dos 560 terminais VSAT em funcionamento, que atendem postos de fronteira do Exército e da Polícia Federal, aldeias indígenas, estações da Embrapa, Funai e Funasa.

Comprados na década de 1990 e instalados em 2002, os atuais terminais permitiram conectar esses pontos, mas em baixa velocidade. Mas a compra também tem o objetivo de expansão da rede atual, a depender do interesse de órgãos públicos.

"Vamos sair do dial-up (acesso discado) para a banda larga", informou o coordenador-geral de manutenção técnica do Sipam, Marcos Bernardini. Segundo ele, "com os equipamentos atuais, conseguimos, no topo, conexões de 64kbps. Em média, de 10kbps”.

“Agora, vamos para velocidades de 1Mbps, o que vai nos permitir atender outros órgãos que já tinham interesse, mas para quem a tecnologia anterior era inviável, porque precisam de banda larga", completa. Além da defasagem tecnológica, que limita a velocidade de transmissão de dados, os equipamentos instalados sofrem com a falta de peças de reposição.

Atualmente, por exemplo, a Polícia Federal se vale, principalmente, dos equipamentos para expedir documentos, o Exército para comunicações de voz (VoIP), a Embrapa para transferir dados, o sistema meteorológico para coleta de dados, etc. Mas com os novos aparelhos, que serão fornecidos pela israelense Gilat, será possível, por exemplo, garantir acesso às cerca de 200 comarcas judiciais da região da Amazônia Legal.

A rede do Sipam é, também, um forte componente para o objetivo anunciado do governo federal de garantir acesso à internet a todos os órgãos federais, estaduais e municipais. Além do acesso em si, há um interessante componente de custo - que na Amazônia, onde a concorrência praticamente não existe, alcança valores proibitivos. A própria PF paga R$ 1 milhão por ano por 20 antenas, enquanto o Comando Militar da Amazônia acabou de aditar um contrato de R$ 4,6 mil por mês para conexões de 512kbps.

Kaxiana


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